sábado, 1 de novembro de 2008

Sem saída

Os remédios já não fazem efeito. Com efeito, a vida passa. A mente se turva. O dia me empurra. A noite me encobre. A chuva me molha. Os minutos voam. As horas correm. A paciência se esgota. Todos me olham. Nada falam. Ninguém me escolhe. Olhos se fecham. Braços se cruzam. Bocas se calam. Será que um dia, alguém me nota? Será que em alguma noite, alguém me acolhe? Perguntas e respostas difíceis. Nem sei se quero esperar pela resposta. E a vida, incansável, passa...
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