segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Eu não creio, mas...

Noite, brisa fresca, luar
No céu, obscuras figuras
Em vassouras, a voar...


31/10/2011
16h 30min

domingo, 30 de outubro de 2011

Domingo histórico: Grêmio acerta contas com Ronaldinho, vira o jogo e vence Flamengo por 4 a 2


Olímpico lotado vaiou ex-ídolo, viu o time em apuros, mas foi ao delírio com virada no segundo tempo
Na tarde do reencontro de Ronaldinho com o Olímpico, o Grêmio devolveu em campo a década de mágoas sobre seu ex-ídolo. Depois de ver R10 passear no primeiro tempo, o time de Celso Roth voltou outro para a etapa final e tirou a diferença de 2 a 0 do Flamengo. Virou para impensáveis 4 a 2, numa sequência de golaços, de André Lima (2), Douglas e Miralles. Deivid e Thiago Neves marcaram os gols flamenguistas.

O resultado deixa o Grêmio com 46 pontos, na nona colocação do Brasileirão, a apenas seis pontos do quinto colocado, o próprio Flamengo, quinto lugar, com 52 pontos. O próximo desafio tricolor é diante do Atlético-MG, no sábado, fora de casa.

O acerto de contas
Às 15h55min, Ronaldinho voltou a pisar no gramado do Olímpico 10 anos depois de sua tumultuada despedida rumo ao PSG, da França. A prometida vaia saiu da boca dos 40 mil torcedores com um rancor do tamanho do estádio. Não aos gritos, mas aos urros, os gremistas cuspiram "pilantra, pilantra", por pelo menos dois longos minutos. O Hino Nacional virou um quase inaudível pano de fundo. Ouviam-se apenas os apupos. O fantasma Ronaldinho, enfim, estava sendo exorcizado.

Foto: Ricardo Duarte


Mas Ronaldinho se mostrou indiferente ao banho de vaias. Parecia que não ainda não havia tirado os fones de ouvido com os quais descera do ônibus flamenguista, pouco antes das 15h. Alheio ao ambiente hostil, no primeiro toque na bola, a 1 minutos e 53 segundos de partida, já aplicou um passe de calcanhar. A vaia desfilou pelas galerias do Olímpico. Mas não esbarrou em Ronaldinho. Aos 3 minutos, cobrou falta no travessão de Victor.

Coube ao camisa 10 do Grêmio dar a resposta. Douglas acertou um belo chute, espalmado por Felipe. Apesar da insistência tricolor, o talento estava do outro lado. Pelos pés de Ronaldinho, a bola saía fresca, escorreita. Fácil. Aos oito minutos, deu de calcanhar. Aos 11, deixou Deivid na cara de Victor. O camisa 9 desperdiçou. Saimon, 20 anos, zagueiro criado na Azenha, incorporou o ranso das arquibancadas. Seguiu Ronaldinho em cada palmo de campo, às vezes de maneira atabalhoada. Já estava amarelado aos 16 minutos - e prestes a ser expulso. Foi driblado e ultrapassado pelo R10 durante todos os primeiros 45 minutos.

Ronaldinho assombra Saimon
Por ironia, foi o experiente Gilberto Silva que falhou na saída de bola. Deivid ofereceu a bola a Ronaldinho, que driblou Fernando com um tapa e só não marcou porque o próprio Gilberto, aos 35 anos, resgatou, não se sabe de onde, forças para impedir o sucesso do desafeto da tarde. O desarme virou gol para os 45 mil gremistas.

A comemoração parou por aí. Até porque desarme não ganha jogo. Futebol, sim. Quem colocou a bola na rede foi o Flamengo e seus habilidosos jogadores. Aos 23, Thiago Neves lançou Deivid, que, após falha de Rafael Marques, só desviou de Victor: 1 a 0. O gol abateu o Grêmio e sua torcida, que pareciam apenas motivado pela birra com Ronaldinho. Aos 31, Deivid chegou a driblar Victor, mas perdeu o ângulo. Quatro minutos depois, no entanto, o 2 a 0, justo termômetro da superioridade flamenguista. A bola cirundou toda a área gremista até chegar ao pé de Thiago Neves. Chute seco, desvio em Fernando e decepção no Olímpico.

Foto: Ricardo Duarte


Acuada, a torcida enfraqueceu os apupos a seu algoz. Já não era sem tempo. Afinal, mais do que uma rixa, havia um jogo a ser vencido. Chegou a pedir Miralles, opção no banco, mas viu André Lima descontar. O centroavante recebeu a bola de Mário Fernandes, girou e chutou cruzado: belo gol e esperança na reação. A tentativa do empate cessou com o fim do primeiro tempo. Espaço perfeito para uma nova avalanche de vaias e gritos a Ronaldinho na saída do campo: "pilantra, pilantra".

Ali, o resultado era o que menos importava. E Ronaldinho? Melhor em campo e avalista do 2 a 1, ele só queria jogo.

- Só falo no final - limitou-se a dizer o camisa 10, enquanto cumprimentava Fogão, um antigo, quase histórico, funcionário do Grêmio.

Grêmio renasce e encanta
O exasperado Saimon nem subiu do vestiário. Adilson entrou em seu lugar, Gilberto Silva virou zagueiro. A tentativa de poupar um amarelado, no entanto, não funcionou. O volante levou cartão logo aos quatro minutos, após sair à caça de Tomás. Enquanto isso, Ronaldinho seguia solto. Atreveu-se até a ensaiar a famosa jogada, de olhar para um lado, passar para o outro.

Foto: Diego Vara

Mas só ensaiou. Perdeu a bola e viu, de longe, André Lima encarnar a genialidade de um R10. O camisa 99 aplicou uma caneta em Renato e finalizou com categoria. A bola morreu no canto de Felipe. Golaço, empate e confiança retomada. O Grêmio deixava de ser um poço de ressentimento para voltar a pensar como um time em busca da vitória.

A partir daí, só deu Grêmio. Antes muito recuado e preocupado com Ronaldinho, Mário Fernandes foi mais à frente. As jogadas mais perigosas tinhas a sua assinatura. A torcida jogava junto. Lembrou-se de chamar Ronaldinho de "pilantra" apenas aos 25 minutos. Logo depois, o Grêmio conseguiu traduzir em chances de gol a superioridade do segundo tempo. Douglas deixou Escudero só, na frente de Felipe. O argentino se atrapalhou, chutou sobre o goleiro. No rebote, errou também.

Aos 34, não teve jeito. Se os companheiros não convertem, Douglas resolve. Recolheu a bola no bico da área e jogou-a no cantinho: belo gol e virada, 3 a 2. O resultado, já imponente por si só, ganhou outro sabor com o amarelo que Ronaldinho levou após o gol. A torcida foi ao delírio.

Miralles, que havia entrado pouco antes da virada, enfim, mostrou a que veio. Arriscou de fora da área e acertou o ângulo: golaço, capaz inclusive de fazer a torcida esquecer Ronaldinho e pensar apenas no Grêmio. Afinal, o time de Roth merece todas as atenções.

> Ficha técnica
GRÊMIO (4)
Victor, Mário Fernandes, Saimon (Edílson), Rafael Marques, Julio Cesar; Gilberto Silva, Fernando, Marquinhos, Douglas, Escudero  Mirales), André Lima. Técnico Celso Roth.
FLAMENGO (2)
Felipe, Léo Moura, Welinton, Alex Silva e Junior Cesar; Aírton, Renato, Thomás (Muralha), Thiago Neves e Ronaldinho; Deivid (Diego Maurício). Técnico Wanderley Luxemburgo.
Estádio: Olímpico, Porto Alegre
Data: 30/10/2011 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa)
Cartões amarelos: Junior Cesar 14'/1ºT, Saimon (17'/1ºT), Douglas (43'/1ºT), Adílson (4'/2ºT), Fernando (13'/2ºT)
Cartões vermelhos:
Gols: Deivid (23'/1ºT), Thiago Neves (35'/1ºT), André Lima (43'/1ºT e 5'/2ºT), Douglas (35'/2ºT), Miralles (39'/2ºT)

Fonte: Clic Rbs

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

12/10 - Show com Deep Purple (site After Hour)


Na última quarta-feira (12/10), Dia das Crianças, quem ganhou o presente foram os adultos que compareceram no Teatro Positivo para conferir o show de uma lenda viva do rock – o Deep Purple. Com mais de 40 anos de carreira, o quinteto apresentou a turnê de divulgação do disco "Rapture of the deep" (2005), seu mais recente álbum de estúdio, relançado agora em edição especial. O show em Curitiba encerrou a temporada de apresentações em solo brasileiro e contou com grandes clássicos, como a mitológica "Smoke on the water", “Black Night”, "Lazy", "Strange kind of woman" e "Highway star", além das canções de "Rapture of the deep" (2005). Além de Gillan, a atual formação, junta desde 2002, conta ainda com Roger Glover (baixo), Ian Paice (bateria), Steve Morse (guitarra) e Don Airey (teclado). O Deep Purple foi fundado em 1968 e, desde então, lançou mais de 30 álbuns gravados, cujas vendas superaram a marca das 100 milhões de cópias.


Foto: Jean Rodri
Fonte: http://www.afterhour.com.br/

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

São Lourenço antiga...

Vista aérea da antiga cidade...

A praia...

Antiga casa comercial recebendo mercadorias em carros de boi...

Casa Guimarães, uma das duas primeiras casas da cidade, hoje destruída pelo tempo...

O Cine Central e os cartazes dos filmes, pintados a mão, na calçada...

O Hotel do Comércio, o primeiro da cidade...

A rua Coronel Alfredo Born, principal da cidade, ainda de terra e de mão dupla...

A "esquina da cidade" com a Garagem Fonseca, o Cine Central e o Clube Comercial...

O Grupo Escolar Cruzeiro do Sul...


A cidade de São Lourenço do Sul - RS em uma época de ouro...!

Fonte: Google

Você gosta de poesia?

Acesse:




O set list...


Embora com a data errada, presenteado pelo técnico de som da banda...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Ian Paice e eu...


Após o show em Curitiba, tive a oportunidade de ter uma rápida conversa e tempo para uma foto com Ian Paice. Considerado um dos melhores bateristas do mundo, ele está no Deep Purple desde a origem da banda em 1968.  Dei-lhe os parabéns pelo show e desejei sucesso e sorte, na velha e longa estrada do rock, sempre. Thank you, Mr. Paice!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Deep Purple em Curitiba, 12/10/2011...

Noite de quarta-feira, não muito fria e quase sem trânsito devido ao feriado nacional. Saí de casa duas horas antes para garantir uma chegada ao teatro sem problemas. No rádio do carro, tocando Better Switch Symphony do The Verve. Uma passada no posto de combustíveis para abastecer o carro, pois a volta será tarde. O complexo da Universidade Positivo, onde se localiza o teatro de mesmo nome, é algo fora do comum pelas dimensões, organização e beleza. Portarias abertas, público chegando e o movimento crescendo para esperar pelo começo do show.
Uns dez minutos depois da hora marcada, as luzes se apagam e ouve-se os primeiros acordes de “Highway Star”. O som pulsa forte e o público delira. O último a entrar no palco é Ian Gillan. Vestindo calça e camisa azuis, sapatos pretos e óculos escuros acima da testa, parece mais um bem comportado senhor do alto de seus 66 anos de idade. Passos lentos, milimetricamente medidos e sempre em linha reta, ele anda com o porte de um autêntico lorde inglês. Será a idade? O cansaço do palco? Pode ser. Mas, ao soltar a voz, o cara ainda é bom, embora não seja nem a sombra do que já foi um dia. Roger Glover no baixo e Ian Paice na bateria, indiscutivelmente continuam muito bons, como os velhos vinhos. Don Airey nos teclados e Steve Morse na guitarra são bons músicos, mas em tempo algum substituem a altura Jon Lord e Ritchie Blackmore. Com estes dois últimos, era feita a minha formação favorita da banda. O show segue o seu ritmo e eu continuo intrigado com o jeito impecável e quase militar dos passos de Ian Gillan. Dezesseis músicas depois, terminando com Smoke on the Water, e ante um público enlouquecido, os caras saem do palco. Alguns minutos depois, voltam para o bis e tiram as últimas forças para tocar mais três músicas, incluindo um bom solo de baixo de Roger Glover, terminando apoteoticamente com Black Night, hit que sempre tira do sério o público de Curitiba e que o Purple não deixa de tocar por essas paragens.
Depois disso, os caras se despedem, jogam toalhas, palhetas e baquetas para a platéia e vão embora em definitivo. Enfim, trata-se de um show burocraticamente bem feito e aquém do que já foi um dia, mas absolutamente imperdível!






Texto e fotos: Jefferson Dieckmann

*****

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O provável set list de hoje...

1. Highway Star
2. Hard Lovin' Man
3. Maybe I'm A Leo
4. Strange Kind Of Woman
5. Rapture Of The Deep
6. Mary Long
7. Contact Lost - Steve Morse Solo
8. When A Blind Man Cries
9. The Well-Dressed Guitar
10. Lazy
11. Knocking At Your Back Door
12. No One Came
13. Don Airey Solo
14. Space Truckin'
15. Perfect Strangers
16. Smoke On The Water. 


Bis
17. Going Down (intro) - Hush
18. Roger Glover bass solo
19. Black Night .


A diversão séria do rock-and-roll...


Divulgação / O grupo deve apresentar sucessos como “Smoke on the Water”, “Highway Star”, “Black Night” e “Strange Kind of Woman”


Uma das lendas vivas da música, a banda britânica Deep Purple encerra a turnê no Brasil hoje, em Curitiba, com os maiores sucessos da carreira
Publicado em 12/10/2011 | RAFAEL COSTA, COM AGÊNCIAS


Quando os três primeiros acordes de “Smoke on the Water” forem tocados no show que a banda inglesa Deep Purple apresenta hoje, a partir das 21h15, no palco do Teatro Positivo, a aclamação do público ao maior sucesso do grupo provavelmente será imediata. Mais que um hit, a música é emblemática da banda.
“Você não pode ignorar os sucessos do passado, porque é isso que o público vem para ver. Bandas que ignoram os seus hits não fazem muitas turnês, isso é certo”, diz Ian Gillan, em entrevista por e-mail à Gazeta do Povo, garantindo que os grandes hits da carreira de mais de 40 anos do Deep Purple serão tocados. Faixas dos discos Bananas (2003) e Rapture of the Deep (2005) devem ser apresentadas, mas é com os clássicos que a banda deve preencher boa parte do repertório, que não terá inéditas enquanto o grupo não lançar o novo álbum em que Gillan diz estar trabalhando. “Mas temos a sorte de essa banda ter tantas canções notáveis que a plateia não vai ouvir absolutamente todos os hits”, diz Gillan.
Trajetória
Conheça alguns momentos importantes da carreira do Deep Purple:
1968 – O grupo é formado em Hertford, na Inglaterra.
1969 – Ian Gillan e o baixista Roger Glover, até hoje na banda, passam a ser integrantes do grupo.
1970 – O grupo lança Deep Purple in Rock, que vendeu mais de 1 milhão de cópias.
1972 – “Smoke on the Water”, de Machine Head, estoura e coloca a banda na elite do rock mundial.
1984 – A formação clássica com Blackmore, Gillan, Lord, Glover, e Paice, que havia se desfeito, retorna, mas Blackmore deixa o grupo em 1994.
Anos 90 em diante – A banda se reúne para diversos lançamentos comemorativos e continua gravando material inédito, com sucesso de crítica e longas turnês pelo mundo todo.
O vocalista se juntou ao grupo em 1969 e cantou em 10 dos 18 álbuns lançados, ao longo de três diferentes fases da banda. Foi com sua voz que o Deep Purple entrou para a história, gravando faixas como “Highway Star”, “Black Night” e “Strange Kind of Woman”, além da já citada “Smoke on the Water”. De­­pois de 40 anos de carreira, Gillan diz que o grupo ainda mantém a espontaneidade nos shows – que, em geral, não decepcionam. “Espontaneidade é algo em que você tem de trabalhar, na verdade. Significa estar em cima da música e da sua própria performance, para que você possa reagir ao show conforme ele se desenrola. No Brasil, o público é tão receptivo que faz com que toda a noite seja emocionante para a banda – chamamos isso de ‘diversão séria’”, diz o vocalista, que está em sua oitava passagem pelo país. “O Brasil é sempre emocionante, com ótimas reações do público. Trata-se de uma situação muito diferente de, por exemplo, fazer turnês na Europa, por causa das grandes distâncias, do calor, da umidade, e dos lugares exóticos”, diz o músico, que, antes de Curitiba, passou por Belém, Fortaleza, Campinas, São Paulo e Belo Horizonte.
Serviço:
Show do Deep Purple. Teatro Positivo – Grande Auditório (R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300),     +554133173283 begin_of_the_skype_highlighting            +554133173283      end_of_the_skype_highlighting       
 Hoje, às 21h15. Os igressos custam a partir de R$ 324 e R$ 164 (meia-entrada).


Fonte: Gazeta do Povo

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Lourenstock - A história vista de dentro - Parte 3


"4.8 DO JURI


Mas nem tudo era brincadeira, havia varias e boas bandas, víamos pelos equipamentos e, pelo “jeitão” da galera, a coisa ia ser seria. Ah, sim, havia o júri! Lembro de uma fileira de mesas com toalhas brancas com vasos de flores e por perto alguns bem vestidos jurados que a julgar pela aparência, apesar dos sorrisos, tinham todo jeitão de conhecer musica e certamente não estariam ali para brincar.

4.9 DAS BANDAS


De imediato travamos amizade com a galera das outras bandas. Pelo tempo, consigo lembrar de ter conhecido um pessoal de Camaquã e outro grupo de Pelotas. Infelizmente apos estes 40 anos não lembro o nome destas duas bandas. (Se alguém listar alguns nomes eu conseguiria reconhecer). Havia uma banda de Porto Alegre, de um velho amigo nosso, o Carmelo, que chama-se “Dominus Arrotominus Pepsicolorum” era um “Power-trio” tocavam maravilhosamente o Blues psicodélico de Hendrix. Quando a gente soube do festival, nos contatamos eles para irem também, pois eram ótimos músicos e grandes amigos.
Mas haviam varias outras bandas, porisso o tempo era regulado e todos tinham que ser rápidos nas trocas de equipamentos.


O Festival iniciou e a galera era muito animada. Não lembramos como foi o processo do schedule, mas lembro que alguém da organização me perguntar se não nos importávamos em ser a ultima banda, uma vez que ninguém queria ou poderia fazer o fechamento. Eu lembro de ter respondido tipo, se ele garantia que o todo aquele pessoal iria estar ali ainda no final, a gente faria...e o carinha falou que não me preocupasse que aquele galera iria amanhecer no pedaço....


Não sei se foi uma boa escolha, pois a cada nova banda aumentava o frio na nossa barriga só passava com conhaque...Estávamos tensos, o som não era bom, ao ar livre você tem que ter potencia e qualidade de alto-falantes. O problema era o vento, que batia no local e que “distorcia” o sentido do som, isso e terrível, detona toda a performance. E pelo jeito aquele vento iria aumentar a medida que a noite andasse. Tudo bem que prejudicava todo mundo por igual, mas nos não queríamos nem podíamos ser prejudicados, afinal era nossa noite!


Foi então que tive um sopro de lucidez, acho que dado pelo conhaque. Nos havíamos trazido uma lona grande para o caso de chuva na estrada, pois parte do equipamento vinha em cima da Kombi e a gente usou a lona para proteger. Perguntei ao motorista qual o tamanho da lona e ele falou que era uma lona de caminhão, do tipo encerado, pesada... Então eu falei pra galera que estava cuidando do equipamento, pegar a lona e conversar com o pessoal da organização que a gente precisava de alguma escada pra pendurar aquela lona atrás do palco. A ideia era evitar a ação do vento forte e criar uma parede que servisse como anteparo aos amplificadores. Isso era lá na minha cabeça, se daria certo ou não, só iriamos saber na hora...


Que finalmente chegou. A galera já devidamente animada pelo clima dado pelas bandas anteriores e nos devidamente animados pela cerveja e conhaque. A lona subiu rápido por detrás da aparelhagem (eu acho que havia uma tela ou algo assim, que o pessoal subiu e pendurou a lona...) e a gente começou.


Nosso repertorio tinha sido escolhido pra usar o que tínhamos de mais forte, que era a percussão, com duas baterias e duas tumbadoras, porisso acreditávamos que o rock latino a la “Santana” cairia bem, pois já havíamos nos saído bem em outros recentes eventos. Lembro que o pessoal de Camaquã fez um som muito legal, tocaram, se não me engano Alice Cooper, o pessoal de Porto Alegre já havia dado seu show nos solos de Hendrix e nos fizemos o que sabíamos.


Já nas primeiras batidas de BATUKA, que era nossa abertura, sentimos um sinal de aprovação do publico e era o que precisávamos, imediatamente o frio da barriga foi embora. A gente tinha ensaiado uns climas de passagem entre uma musica e outra e isso, com o efeito das luzes, dava mesmo um toque diferente ao visual e ao emocional. Lembro de ter olhado ao júri, a minha esquerda e senti sorrisos, mostrando que estávamos no caminho certo. Meu pai sempre falou: Faz o que tu sabes. Se não o sabes então apreenda antes! Ao mesmo tempo lembrei das palavras do Prefeito, sobre o caneco. Estávamos indo bem, a galera estava fazendo a sua parte e aplaudia direitinho, o esquema da lona estava funcionando, o som estava bom, “cacete, agente iria mesmo pras cabeças”!!!


Lembro que ao final o pessoal pediu mais uma e a gente havia guardado a levada “Soul Sacrifice” de Carlos Santana, versão Woodstock. Iriamos toca-la de qualquer forma, mas já havíamos combinado que, se o publico estivesse gostando, terminávamos e aguardávamos algum pedido de bis. Caso o publico tivesse meio “xoxo” a gente tocava direto sem fazer o break. Aquela estava sendo uma noite especial, deveria ser uma noite de BIS e assim o foi, mandamos ver no Soul Sacrifice com um solo de 5 minutos das duas baterias, primeiro cada uma em separado e depois as duas juntas fazendo as mesmas batidas, foi o clímax, era a nossa noite. Fomos aplaudidos também pelos Srs. Jurados e lembro que a gente chorou de emoção..


Ah sim, aos agradecimentos lembrei de falar as palavras do Prefeito!


Não tenho boa lembrança sobre a premiação. Me parece que havia algum valor em dinheiro, mas não lembro se havia troféu, mas tenho varias caixas la no sótão com material de musica. Sei que existem troféus lá de outros festivais, só não tenho certeza sobre o Lourenstock.


Passamos o resto da noite com a galera Lourenciana e demais músicos, Bebemos todas, trocamos telefones, endereços, abraços e beijocas com as lindas prendas da beira da Lagoa.


Devido ao Festival, ganhamos um contrato para tocar o Baile da Rainha da Lagoa dos Patos em Camaquã, algum tempo depois. Não tenho certeza se isso fazia parte da premiação ou se alguém da promoção do Baile estava la no Festival e gostou da banda...


Tocamos o Baile, uma linda festa, no clube de Camaquense, fomos muito bem recebidos e bem pagos. Lembro que para assinar o contrato para o Baile, eu e Adroaldo fomos ate Camaquã. Naquela época a gente costumava pegar carona na estrada. Pegamos carona num velho caminhão Alfa-Romeu, de um senhor italiano, de São Marcos-RS, gente boa, fomos conversando o caminho todo. Aquele senhor gostou da gente e nos conseguiu um baile e uma domingueira num clube em São Marcos...Ou seja o Lourenstock, além da prazerosa alegria, nos rendeu indiretamente uma boa grana.


Finalizando, foi o coroamento de um trabalho, o resultado da perseverança, mostrando que quando você põe sua alma a serviço de algo construtivo e trabalha duro pra conseguir, realmente as forcas do universo te auxiliam. Éramos muito jovens, mas esse tipo de acontecimento grava pra sempre em nossa memoria, alma e caráter. Talvez falte ao jovem de hoje perceber essa “sacada” e trabalhar duro em prol de seus sonhos, acredite e eles se tornam realidade


A Banda “A CASCA da LARANJA” ainda continuou por mais uns dois anos e se desfez la pelos idos de 1974. Seus integrantes, embora tenham seguido outras carreiras continuaram tocando em paralelo a outras atividades.


Claudio Machado – baterista, continuou tocando vários anos com a banda de bailes Flor da Serra e outras bandas e hoje possui sua própria banda “Festa de Arromba Show”, voltada a bailes e jantares em clubes.


Luiz Ewerling (Tony) – emigrou para os Estados Unidos, la continuou com a carreira de baterista e estabeleceu-se em Chicago. Tocou com grandes nomes do Blues de Chicago e hoje, além de musico de estúdio, toca na noite e em eventos e eh compositor: HYPERLINK "http://www.myspace.com/acordobrasil"  

http://www.myspace.com/acordobrasil


Fausto Rosa – grande guitarrista, contrabaixista e’ professor de musica.


Jones Machado – trocou a guitarra pelos teclados, tocou em varias bandas no sul, Conjunto os Magnatas, Musical San Sebastian, Conjunto Aspecto, Banda Flor da Serra, Musical Pepe Show. Hoje tem sua banda de Blues em Brasília, a Paralello Blues (vide site no Facebook) onde toca piano e órgão Hammond.


Reni Xavier – comerciante calçadista e continua tocando


Cicero Holleben e Adroaldo Belmonte tocaram em algumas bandas na região e já mais tarde infelizmente vieram a falecer. A eles dedicamos em grande parte esta singela reminiscência.


Nosso Muito Obrigado a todos que participaram daquele maravilhoso evento, do qual não tivemos mais noticias se teve continuidade ou não: o Festival Lourenstock!


PS. Em 01 de outubro de 2011 meu irmão Claudio, organizando suas fotografias, documentos e outros papeis, deparou com uma folha de papel contendo um recorte do jornal que anunciava o “Lourenstock” olhou, leu, sorriu, renovou a memória e a guardou com carinho na caixa de papeis. Naquela noite ele sonhou que havia digitado Lourenstock e aparecido uma reportagem sobre o Festival. No dia seguinte veio a lembrar do estranho sonho e, por curiosidade, digitou no google. Para alegre surpresa recebeu com a pagina do Orkut do Marcio Brum contendo varias postagens sobre o assunto, mas já velhas, de 2007... Ele me ligou de imediato e super feliz me contou o ocorrido. Tomei um gole de gim-tônica e passei a escrever sobre o assunto. Ele então tentou contatar o pessoal de São Lourenco e conseguiu, também via google, o telefone da locadora do Marcio, já ligamos varias vezes mas não o temos encontrado e deixamos recado com funcionários dele. Ontem, dia 5, conseguimos contato com o Jefferson Dieckmann, que reside em Curitiba...Finalmente, nos sentimos muito felizes em colaborar na reconstituição de um pedacinho da historia cultural daquele belo Município e, por extensão, do nosso querido Rio Grande e, ao mesmo tempo, retribuir ‘a galera de São Lourenco um pouquinho da tamanha alegria e amizade com que nos receberam naquela inesquecível noite. Abraço e muita Saúde e Alegrias a todos os amigos “Lourencianos”!


Rock and Roll will never die!!!




Jones e Claudio Machado, da "CASCA DA LARANJA"  "   (sic)




* Os meus agradecimentos ao Jones e ao Cláudio Machado pelo relato, pelas fotos e pela vontade de colaborar nessa empreitada de relembrar esta importante passagem da vida cultural e das raízes do rock sul-riograndense, que insistia em permanecer viva na minha mente!

Jefferson Dieckmann

domingo, 9 de outubro de 2011

Lourenstock - A história vista de dentro - Parte 2

E o relato continua...






"4. FESTIVAL LOURENSTOCK

4.1 ANUNCIO
Numa bela tarde de outubro (infelizmente não lembramos qual o ano, precisamos pesquisar mais), creio que era 1971, um bando de cabeludos vestidos, o mais próximos possível, de hippies, desembarcava em frente ao bar e armazém de nossos pais (meus e do Claudio) . Vivíamos numa casa grande, em Areião, a beira da estrada na zona rural de Cai, casa que também era a sede da “Casca da Laranja”. Era normal recebermos diariamente um bando de músicos para uma “jam”, vários amigos, fãs e vagaus curtidores de rock. Nossa querida Mae se preocupava em fazer café e servir a todo mundo do bando que, “laricados”, devorávamos tudo o que víamos pela frente e bebíamos toda a Coca-Cola do armazém de meu pai...
Naquele dia, nosso percussionista Cicero trazia um pequeno recorte de jornal que anunciava um festival de musica “ao ar livre” em São Lourenco do Sul, a beira da maravilhosa Lagoa dos Patos, onde eram esperadas 2 mil pessoas! Puxa era aquilo que estávamos esperando, a oportunidade de sair da casca, quero dizer, a “Casca” sair pra mais longe, para o sul do Estado, visto que as colônias Alemãs e Italianas do norte já nos conheciam e na Grande Porto Alegre já havia muitas bandas.

4.2 IR OU NÃO IR?
Lembro que o Magrao Sergio Engelmann profetizou em tom solene: “Bixo, e’ a “sacada” que a Casca tem pra cruzar o Guaíba e seguir rumo Sul, conquistar horizontes sulinos, Bixo, quem sabe atravessar a fronteira...” Aquilo na hora fez toda a diferença, pois o Magrao era uma espécie de profeta, sim, porque não chegar ate a Argentina!” Claro que ele comentava isso com olhar fixo em algum ponto do infinito e falava com a “boca-seca” (if you know that what I mean...) Sim, na hora aquilo fez todo o sentido e realmente todo mundo fechou.

4.3 ANIVERSARIO DA BANDA
Mas se o evento, ao tempo em que por si só se revestia de uma situação singular, aquela data era também particularmente especial para a Banda. Tinha sido na mesma noite que ha alguns anos atrás o então “Os Invictos” havia tocado seu primeiro baile, em 28 de novembro de 1968, e a gente comemorava todo ano naquele dia especial. Ainda conforme o nosso querido Adroaldo, grande organista da “Casca”, os astros estariam ao nosso favor, pois, sendo o dia de nosso aniversario, já teríamos atravessado o nosso “inferno astral” e isso certamente significava que iriamos para “as cabeças” no resultado do festival! A isto o Magrao novamente vaticinou: “Everything is Comming in our Ways, podes crer Bixo!” (algo como, tudo esta vindo em nossa direção, em nosso favor…), que era justo o titulo de uma musica de Carlos Santana e que e gente tocava. Cara, aquilo se revestia de um espécie de alinhamento astrológico! 
Sim, São Lourenco passava ali a ser todo nosso objetivo! Seria “muito tri” a gente participar do primeiro grande festival ao ar livre do RS! Aquele seria nosso Woodstock, ou melhor, Lourenstock!!! Alias foi uma grande sacada dos  “malucos de Saint Laurens”, escolher um nome totalmente dentro do contexto cultural da época. Sim, definitivamente “a Casca seguiria rumo sul”...

4.4 CASCA DA LARANJA OU DA BERGAMOTA?
Mas, havia um serio detalhe: como chegar lá? Grana ninguém tinha e ninguém andava com humores de patrocinar um bando de malucos cabeludos, tocando musica barulhenta e ainda, com um nome daqueles... A “Kombi” era cara e a gente precisava de duas, pois a banda tinha lá seus 8 músicos mais o pessoal do som, luzes e o bando de amigos que andava sempre com a gente, todos sem dinheiro no bolso, claro...
 E, se por acaso a gente estivesse também representando o nosso município num evento de nível  estadual,  será que a Prefeitura não poderia dar uma ajuda? Porque não tentar? Conversamos com o "Ge" que era motorista do Prefeito e era da nossa galera e ele achou que haveria grandes chances…Foi então escolhida uma “comissão” e marcada uma visita ao Sr. Prefeito Doutor Bruno Cassel que, como grande pessoa e amigo que era, nos recebeu com toda a atenção, cafezinho e água, e nos ouviu atentamente.
- Não posso liberar dois carros, mas posso mandar o “Ge” levar vocês com a Chevrolet pick-up e um tanque de gasolina extra. Me façam um requerimento explicando que irão representar o nosso município...”. Ao despedir-se ele inteligentemente ainda comentou: “ Casca da Laranja”...mas o Cai e produtor de bergamota, temos aqui nossa Festa da Bergamota...Laranja e produzida em Montenegro, não da pra trocar esse nome pra “Casca da Bergamota”?

Explicamos que não dava mais, então ele apertou nossa mão e ainda falou: Falem o nome do Cai lá. Depois eu vou ligar pro prefeito de São Lourenco pra ver se vocês falaram.
E reforçou: - Ganhem a coisa e me tragam a taca pro Cai ...(assim tipo futebol...)

Agora era só passar o chapéu, fazer alguma economia de cerveja e arrancar grana pra pagar a outra condução. Rapidamente foi inventado uma reunião dançante na boate do Clube Aliança de SS do Cai pra Casca tocar e arranjamos a grana pra “Kombi do Juarez Pereira”...estava assim resolvida a questão do transporte!

4.5 DA EXPECTATIVA
Resolvida a batalha do transporte, o resto era moleza, isso na empolgação, mas quando se parava e pensava um pouco, a coisa não era tão simples: primeiro, havia  uma questão de honra, era nossa afirmação como banda de nível estadual, segundo, já havíamos ganho outros festivais e isso aumentava a expectativa tanto nossa quanto de nossos queridos seguidores; terceiro, havíamos recebido a missão dada pelo Prefeito, tínhamos que trazer o caneco pro Cai...essas questões, na medida que o tempo passava, aumentavam nossa preocupação, principalmente nos momentos em que a gente estava “de cara”...
Depois outra, seria um festival de nível estadual, veiculado em jornais, o que certamente levaria boas bandas, grandes bandas, porisso a gente passou a ensaiar diariamente, tipo assim iniciando as 2 da tarde, parando as 6 pra ir ao colégio (final de ano...) e retomando a meia noite com escuta de discos e avaliando o que deveria ser melhorado. Depois dormíamos ate as 11 da manha...Aqui entre nos, tínhamos uma vida maravilhosa, só tocar, curtir e dormir...sempre serei grato a meus queridos pais e a Deus por ter vivido naquela época e daquele modo!!!

4.6 DO EQUIPAMENTO
A equipe de som e luz também se preparou, “engraxando” todo o equipamento...Naqueles tempos os eventos não tinham o que se chama hoje de “PA” que são os equipamentos de som de palco e que mandam o som para o publico. Cada banda tinha que levar todo o seu próprio equipamento, o que beneficiava as bandas grandes com mais grana e que possuíam melhor qualidade de som. As bandas pequenas acabavam penalizadas, pois o júri julgava o que ouvia, não adiantava a banda se rasgar tocando, sem ter um bom equipamento, o júri não iria dar ponto pelo que não ouvisse bem...
Assim, você tinha que ter um razoável equipamento e a gente ate tinha, mas para garantir a pegada, tomamos emprestado dois amplificadores “Tremendao II” Giannini, valvulados, eram ótimos amplificadores.
Nosso “set” era enato composto por:
Duas baterias “Pinguim Super 45D” (dois bateristas) – Claudio Machado e Tony Ewerling, tocando juntos ha um bom tempo os dois cabeludos eram bons no que faziam e tinham um show a parte, quando ao resto da banda parava e só os dois performavam por uns 5 minutos e ao final sempre arrancavam aplausos.

Duas guitarras (Snake e SuperSonic Giannini) – Jones Machado e Fausto Rosa – estávamos bem ensaiados e fazíamos bons duetos em solo.
Dois percussionistas com duas tumbadoras, bongos e outros instrumentos de ritmo – Cicero Holleben e Paulinho Reis – tocavam ate que o sangue escorresse dos dedos!
Orgao Eletrônico “Eletrochord” – Adroaldo Belmonte, tocava e cantava otimamente, era perfeccionista e quando o som não estava bom ele dava uns pontapés naquele pedal do órgão que não raro fazia sair fumaça...

Contrabaixo “Snake”– Reni Xavier tocava, cantava e era o gala da turma.
Na iluminação e “roadie” estavam Jorge Krammer, Pedro Heitor, Sergio Magrao e Getúlio Nunes - luz negra, conjunto de luzes stroboscopicas e um canhao tipo “spot-light”.
Amplificadores:    2 Super Thunder Sound – Baixo e Orgao
                               2 Tremendao II – Guitarras
       1 Tremendao II  com caixas auxiliares – Voz e microfones diversos

4.7 DA VIAGEM E DA CHEGADA


A viagem ate São Lourenco foi maravilhosa, mas aqueles 200 km custaram a passar, claro que para isso tínhamos abastecido as duas camionetas com bastante cerveja, conhaque, pão e salame para dar conta da “larica”…assim fomos e chegamos!


Lembro de uma pequena e simpática cidade, limpa e bem cuidada, bonitas casas no centro e um ar de praia que dava vontade de beber uma cerveja...A coisa era bem organizada, já havia lugar reservado para estacionar as camionetas, era uma espécie de “cancha” de esportes, se não me falha, haviam arquibancadas de concreto, bem iluminado, havia em algum lugar uma mesa com comida e bebida para os músicos, fomos recebidos por uma galera super alegre e simpática. Era uma noite de verão batida por um vento da Lagoa e pra onde a gente olhasse via uma meninada bonita e sorridente. Estávamos como “gansos novos na taipa do açude” ou melhor, da lagoa..."  (sic)


Continua...