quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Caneco(a)s...


Canecas com água,

Canecas de vinho,

Canecas de chopp,

                                                                          Abraços,

                                                                           Carinho...

                                                                      Canecas de café,

                                                                      Canecas de suco,

                                                                      Canecas de leite,

                                                                      Canecas com vodca,

                                                                       Canecas com rum,

                                                                               Risos,

                                                                               Deleite...

                                                                               Caneco,

                                                                               Amizade,

                                                                                 Grito,

                                                                                 Eco...

                                                                       Canecas, por que?

                                                                         Sei lá...canecas!
                                                        
                                                                         Sei lá... canecos!


Foto: Jefferson Dieckmann

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Garoa...

 Terça-feira, dia escuro, cinzento. Hoje está garoando. É aquela chuvinha fina e insistente que não molha muito, mas que exige que se saia para a rua de guarda-chuva. Pela televisão, assistimos o desespero de pessoas que perderam móveis, roupas e as próprias casas com as tempestades dos últimos dias. Os rios ainda estão com seus níveis vários metros acima do normal e a vida ainda vai demorar para retornar à rotina para essas populações ribeirinhas. Parece que nesses dias, a tristeza e a falta de paciência afeta muita gente. No trânsito, percebemos que a irritação é maior e nos rostos os sorrisos estão mais escassos. Enfim, vamos esperar que o sol reapareça e o nível das águas volte ao normal. Um bom dia! Espero...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Tempestades...!

Na noite que passou, choveu à cântaros, assim como na manhã dessa segunda-feira. A quantidade de água é tão absurda que, as calhas das casas não dão vencimento e não tem vazão suficiente, acabando por transbordar. Várias ruas, entre minha casa e o trabalho estão com água pela altura da metade das rodas dos carros. E a previsão do tempo promete mais chuva para as próximas horas. O que será de nós? O que está acontecendo no mundo, em termos de clima? Só pode ser a vingança da natureza contra nós por tamanho descaso com desmatamentos, descarte de lixo em rios e nos oceanos e pela poluição em forma de fumaças, gases e vapores. Só nos resta desentupir as calhas e rezar para que a chuva venha, mas com mais calma. Rezemos...

domingo, 27 de setembro de 2009

Domingo...

Domingo bonito, com sol e muito vento. Como eu não sou velejador, ficarei dentro de casa. Hoje é um daqueles dias em que se precisa pensar em qual o prato vamos fazer de almoço. Acho que é muito mais fácil pedir algo pronto, mesmo que seja uma pizza. Infelizmente, os tempos dos animados almoços de família, passaram. Os domingos não foram feitos para se sair de casa, eu acho. Para mim, é um dia para se ficar quieto, dormir até mais tarde, escrever, e depois disso tudo, preferencialmente, não se fazer nada! Não é bom? É um dia mais silencioso, que se não fosse pelo Bob estar latindo como um louco para o vento, estaria reinando a paz completa. É...o vento persiste. Mas, como eu já disse que não preciso içar as velas, vou fechar a cortina e cochilar um pouco mais. Até depois...!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

É só a solidão...

O final de semana se aproxima e aumenta o vazio de muita gente. Quando o final do expediente de sexta-feira chega e a noite cai, se aproxima uma velha companheira das horas impróprias: a solidão. E, é um velho hábito alimentá-la com lembranças e com tristezas, o que ela gosta muito. Para complicar, robusta, ela se instala bem no meio da sala de estar. E quem disse que alguém tira a infeliz de lá? Dias sombrios, noites frias e uma péssima companhia é o que vêm por aí... Até segunda!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Curitiba testa energia solar na iluminação do Parque Barigüi


A Prefeitura de Curitiba está testando o uso de energia solar na iluminação pública do Parque Barigüi. A Secretaria Municipal de Obras Públicas instalou no parque seis postes com sistema fotovoltaico, que capta a energia do sol durante o dia e a converte em energia elétrica para ser usada à noite.


A escolha pelo parque Barigüi para esta fase de teste, é devido o parque ser um ícone da cidade e pela relação do parque com o meio ambiente. Os postes foram instalados perto do restaurante do parque e devem permanecer em teste até a primeira semana de outubro.

Nesse período, a Prefeitura irá avaliar o custo/benefício do sistema em relação à eletricidade convencional. Será feito um cálculo do gasto atual com o consumo de energia convencional com o custo de investimento em energia solar. Se os resultados forem positivos, a ideia é substituir os 102 postes de iluminação da pista de caminhada do Barigüi por energia solar.

Os postes solares têm seis metros de altura. As baterias ficam no topo do postes, perto da lâmpada. Cada poste é uma unidade independente, o que dispensa um sistema de cabos elétricos entre eles. Não é preciso sol intenso para a captação de energia, que já ocorre com a claridade natural.

Ainda, não precisa escavar e enterrar cabos.

Fonte: Prefeitura Municipal de Curitiba
Foto: Valdecir Galor/SMCS

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Dia a dia...

Quem tem uma filha moça, sabe bem do que estou falando. Diariamente, cedo da manhã, levo minha filha para a faculdade. Como o tempo é curto e o sono de todos é grande, muitas coisas são feitas no carro, durante o percurso. É maquiagem, é “modelador de cilhos” (acho àquilo um instrumento de tortura), batom, rímel, perfume, etc. Geralmente chegamos no horário e ela desce do carro pronta e bonita. Curiosidades do cotidiano...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ocupado...

A esposa ligava a cada cinco minutos. Era para lembrar do vencimento da conta do telefone, do colégio dos filhos, de que ele ainda não havia passado no supermercado nem feito o depósito na conta da mãe dela. Ligava novamente, agora para saber a que horas ele chegaria em casa. O filho lhe ligava perguntando se já havia ido buscar o computador na assistência técnica. A filha, ligando para saber se ele havia encontrado àquele condicionador de cabelos que a amiga lhe indicara. A empregada ligava para lembrar que o sabão em pó havia acabado e se ele poderia trazer o pagamento dela no final do dia. Sem pensar muito, levantou de sua mesa no escritório, plantou o celular no vaso de arruda e saiu a passos lentos, falando sozinho...

domingo, 20 de setembro de 2009

É 20 de Setembro!



Salve o 20 de Setembro! Hoje, o Rio Grande do Sul comemora a data máxima do Estado! É a homenagem do povo gaúcho à Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha que aconteceu no Estado entre 1835 e 1845. A minha cidade, São Lourenço do Sul, está ligada à história da Revolução Farroupilha. Na localidade chamada Boqueirão aconteceu uma importante batalha entre os farrapos e as forças monarquistas, com a vitória das tropas farrapas de Manoel Lucas de Oliveira sobre o exército monarquista de Francisco Pedro de Abreu. Um ponto importante da cidade, ligado à revolução, é a Fazenda do Sobrado, que está situada a 1 km do centro da cidade, às margens da Laguna dos Patos, tendo sido construída no final do século XVIII.


No período da Revolução Farroupilha, o Sobrado serviu de quartel general para Bento Gonçalves e seus comandados e foi com o apoio logístico do Sobrado que Garibaldi construiu seus navios para atacar Laguna em Santa Catarina . Era no Sobrado que se reunia o alto comando da deliberação sobre os rumos da guerra na região do litoral sul.

Na Revolução Farroupilha todo o Governo de Pelotas ficou acéfalo. Os ricos, monarquistas, fugiram todos para Rio Grande. Então, toda a região sul do Estado ficou centralizada em Boqueirão, e o chefe deste governo, Chefe Farroupilha, foi Inácio José de Oliveira Guimarães que deu todo apoio logístico aos Farrapos através dos escravos, fornecendo cavalos e gado, inclusive com a construção de barcaças, com auxílio da Fazenda do Sobrado.

O nome atual do município de São Lourenço do Sul tem origem na Fazenda São Lourenço, também conhecida desde aquela época como Estância do Sobrado, que foi diversas vezes requisitada, não só no período de Revolução Farroupilha, como também na Guerra do Paraguai. Na Revolução Farroupilha, muitas vezes, Bento Gonçalves veio ao Sobrado para acertar contatos políticos.

Desde o final do século XVIII, a Estância era conhecida dos navegantes da Lagoa, pois o Sobrado servia de farol com um lampião que Donana conservava todas as noites em uma janela bem do alto, pois de Pelotas a Porto Alegre não existia nenhuma construção daquele porte à margem da Laguna dos Patos. Enfim, essa é mais uma página da história de lutas e heroísmo do Sul do Brasil.

 
Imagem: www.museujuliodecastilhos.rs.gov.br/
Fonte: http://www.portalcostadoce.com.br/site/fazendasobrado.asp

sábado, 19 de setembro de 2009

Na caneca...



                                                                      Copos repletos

                                                                      De esperança...

                                                                      Pratos cheios

                                                                      De alegria...

                                                                      Bules inteiros

                                                                      De felicidade...

                                                                      Panelas preparando

                                                                      Prosperidade...

                                                                      Toda essa vida,

                                                                      Essa beleza,

                                                                      Essa magia

                                                                     Eu bebo é na caneca...!


Foto: Jefferson Dieckmann

Nas alturas...


Acho que nunca se voou tanto no Brasil. Com os preços em baixa, comparando-se muitas vezes a passagens de ônibus, o brasileiro lota os aeroportos e os aviões. Ganha-se em tempo e em conforto, para dizer o mínimo. Apertem os cintos e boa viagem!

Foto: Jefferson Dieckmann

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Mais uma da série "belezas à beira da estrada"...

Mais uma da série "belezas à beira da estrada". Pequena queda d'água em decorrência da chuva, descendo a encosta de um morro, na Serra da Esperança, entre os municípios de Guarapuava e Prudentópolis, Estado do Paraná. A foto foi tirada de dentro do carro e com o celular, para a bronca do primo Lauro Dieckmann.


Foto: Jefferson Dieckmann

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Lá em baixo, atrás da neblina...

´
É comum se falar que o clima em Curitiba é complicado. O frio, a chuva e a umidade são companheiros diários e constantes. Fala-se que ocorrem as quatro estações em um único dia. Esse fator até afugenta muitas pessoas que pensavam em se mudar para a cidade. A foto mostra o posto de pedágio localizado no alto da serra de São Luiz do Purunã, o último antes de chegar à capital paranaense, vindo do norte/oeste do Estado. Lá em baixo, no horizonte, está Curitiba, atrás desse mar de neblina.  Mas, o fator clima não é nada que após alguns anos vivendo aqui, a gente não acostume. Afinal, a cidade é muito boa para se viver!


Foto: Jefferson Dieckmann

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

História...


Eu gosto muito de fotografias antigas. Acho que elas contam a nossa história e nos lembram de onde viemos. E, quem não sabe de onde veio, não saberá para onde vai ou pode ir. Na foto acima, meu pai e um jovem amigo na época. O local é a nossa cidade natal, São Lourenço do Sul – RS. A época, a década de 60. O jovem se trata do hoje advogado e escritor lourenciano, Jairo Scholl Costa.

domingo, 13 de setembro de 2009

Beleza às margens do asfalto...

Esta é, normalmente, uma pequena queda d'água situada próximo a cidade de Guarapuava, centro-sul do Paraná. Ela se situa às margens da BR-277 e é um ponto daqueles que chamam a atenção pela beleza, sempre que se passa por ali. Com a grande quantidade de chuvas dos últimos dias, o volume de água se multiplicou várias vezes e a imagem vista por lá era essa, na semana que passou. A foto foi tirada de dentro do carro em movimento, com o telefone celular. Apreciem...


Foto: Jefferson Dieckmann

sábado, 12 de setembro de 2009

Copos

Copos


                                                                 Copos cheios

                                                                 De água,

                                                                 De carinho,

                                                                 De vinagre,

                                                                 De vinho,

                                                                 De amizade,

                                                                 De preguiça,

                                                                 De vontade...

                                                                 Copos em pé,

                                                                 Copos deitados,

                                                                 Copos caídos,

                                                                 Copos quebrados...

                                                                 Copos repletos

                                                                 Na vida

                                                                 Na morte,

                                                                 Copos esvaziados...

Foto: Jefferson Dieckmann

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A visita do Urutau

Dia desses, no pátio da empresa onde eu trabalho, recebemos uma visita inusitada. Tratava-se de um "urutau". O urutau é uma ave de hábitos noturnos. Sua alimentação é constituída basicamente de insetos que apanha em pleno vôo, principalmente os grandes, porém pode comer outros animais de pequeno porte, como morcegos, lagartos e pequenos pássaros. É uma ave que utiliza muito bem sua plumagem para se camuflar. Normalmente se passa por um pedaço de madeira, um galho de árvore ou mesmo troncos partidos ou em pé. Costuma ficar estático, não se assustando facilmente. Alcança até 37cm, fora a cauda. Não é uma espécie acostumada ao convívio urbano. Eles também são chamados de mãe-da-lua. Estranhamente, o personagem da foto amanheceu pousado sobre a placa de concreto na entrada de nosso prédio e ali permaneceu até o meio da tarde. Durante esse tempo todo, permaneceu imóvel, certo que o estávamos confundindo com um tronco de madeira. Lá pelas quinze horas, o nosso ilustre visitante resolveu bater asas e desapareceu em meio ao bosque existente no terreno da empresa. Especialistas nos disseram que fatos como esse, é algo um tanto raro, principalmente pelo fato do local escolhido pelo nosso personagem ser muito próximo de um grande número de pessoas. Assim sendo, que ele volte mais vezes. Certamente, será muito bem recebido.


Fonte: Wikipédia
Foto: Jefferson Dieckmann

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Eu não usava boné!

Pode até ser a seqüência da eterna diferença de opiniões e gostos entre as gerações. Na minha época de jovem, existia sim, uma implicância dos mais velhos em relação a nós. Mas, era geralmente em relação aos cabelos, que influenciados pelos Beatles, começavam a ficar cada vez mais compridos. Porém, em contraposição a isso, mantínhamos uma postura de educação e observância de regras que penso que não fazia mal nenhum. Naquele tempo, existiam normas de conduta como tirar os chapéus ao sentar-se à mesa para as refeições, por exemplo. Era uma questão de boa educação e respeito para com as pessoas e com o ambiente onde era feita a refeição. Certo? Errado? Não sei. Só sei que era algo bom, agradável, ordeiro. Percebo que atualmente, os nossos jovens perderam totalmente esses hábitos. Não quero parecer retrógrado nem conservador, mas o que se percebe hoje, é no mínimo, deseducado e deselegante. O trato com os seus próprios corpos me parece algo meio desnorteado. São piercings cravados na pele e na carne, como um retorno aos tempos mais bárbaros dos homens primitivos. Tatuagens eclodindo aos montes, pigmentando e “enfeitando” (?) peles. Já vi muitas pessoas recorrerem a clínicas de cirurgia plástica para se livrar das incômodas e muitas vezes horríveis tatuagens. Aí, vem a necessidade de cirurgias plásticas, de tratamentos a laser e coisas do tipo. Correntes, brincos, anéis e pulseiras engrossam o novo visual de jovens e adolescentes, muitas vezes influenciados por ídolos da música ou outros artistas. Mas, sem dúvida alguma, o campeão de presença e de motivos para discórdia, são os bonés. O que deveria, a princípio, ser um acessório para proteger as cabeças em dias de sol, se tornou algo contínuo, assíduo, irremovível. O indefectível boné é usado da manhã até a noite. São inúmeras as queixas de professores em escolas e universidades, de pais nos horários das refeições e de gerentes de estabelecimentos comerciais e culturais, onde se desaprova o insistente uso do boné. Como já disse, não quero parecer um velho ranzinza, um ser do passado ou um sobrevivente de eras remotas, mas penso que o que seria um acessório para uso nas ruas, nos parques ou nas praias, se tornou parte integrante e inseparável dos couros cabeludos infantis e juvenis. Sei que se opiniões e conselhos fossem bons, não seriam dados e sim, vendidos. Por isso, não quero aqui ir de encontro a ninguém. Fica, apenas um registro de alguém que parece não fazer parte dessa época e nem entender alguns hábitos e costumes do moderno mundo em que estamos vivendo. Mas, como estamos em um mundo livre, que todos ajam e usem o que bem entenderem. E, salve-se quem puder!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

09/09/09

Nove de setembro de 2009 ou, nove do nove do zero nove! Eu tenho um especial apreço por datas como a de hoje. Não se trata de superstição ou de qualquer mania. Ocorre, que fatos marcantes aconteceram na minha vida nestas ocasiões. O mais relevante desses fatos, foi a minha vinda para o Paraná. Eu deixei a minha terra natal, São Lourenço do Sul, no Rio Grande do Sul, exatamente no dia 07/07/77 ou, sete de julho de um mil novecentos e setenta e sete. Não é um bom motivo para prestar atenção em datas como a de hoje? Eu acho que é!

Serviço Militar

Bom dia! Acabo de chegar em casa, depois de levar meu filho para se apresentar no quartel do Exército. O local é o 5º B LOG, no bairro Pinheirinho, em Curitiba. Confesso que senti um misto de orgulho e pena dele. Orgulho, pelo fato dele estar se tornando adulto. Pena, quando penso que àquele que , até pouco tempo atrás estava no meu colo, já está lá, em fila, fazendo ordem unida, às 06h30min da manhã. O dia ainda nem amanheceu e a previsão é da continuação da chuva que assolou os estados do Sul, ontem. Será que aqueles meninos já vão tomar um banho de chuva no dia de sua apresentação? Só nos resta ficar torcendo pelos filhos, a espera que eles tenham melhor sorte que a nossa, na vida.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A semana da Pátria


Ao acordar hoje, no dia da Independência, lembrei da minha infância no Rio Grande do Sul. Naquela época, o Sete de Setembro era algo quase que sagrado. O desfile dos alunos de todos os colégios, fossem públicos ou particulares, era obrigatório. Nossos pais faziam uniformes novos para nós, de gala, especialmente para o desfile cívico. E, embora fôssemos crianças, levávamos a sério! Afinal, pais, mães e toda a população da cidade estavam nas ruas nos observando. Marchávamos, em ritmo quase militar, sem errar o passo.  No colégio onde eu estudava, o “Nossa Senhora Estrela do Mar” ou “colégio das irmãs”, o uniforme era branco. Incluía até um “casquete” na cabeça. Era uma espécie de boina militar, que usávamos com o maior orgulho. Eu, depois de maior, já passei a tocar na banda do colégio, o que era ainda melhor, pois assim éramos mais vistos e, quem sabe até observados com alguma atenção pelas meninas. Percebo que, nos dias de hoje, os desfiles da Semana da Pátria já não tem tanta importância e nem causam qualquer reação de satisfação nas crianças. Geralmente, o desfile é feito por obrigação e de cara feia. É o mundo que está mudando, as crianças já não estão recebendo noções de civismo ou eu é que parei no tempo?   

Como é possível?

Acordar sem amanhecer?
Vencer sem merecer?
Partir sem morrer?
Amar sem conhecer?
Me diga...!
Eu nem conheço você...

sábado, 5 de setembro de 2009

Arquejo...

O resto de ar que existe entre o instante do meu olhar e o momento do teu desprezo, é a esperança que eu ainda respiro...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Veríssimo e eu...

Como eu acho que todo bom exemplo deve ser seguido, pedi permissão e tirei essa foto ao lado de um dos maiores escritores do Rio Grande do Sul e do Brasil, Luis Fernando Veríssimo. O local foi a porta do Theatro São Pedro em Porto Alegre, na saída do espetáculo "Tangos e tragédias" em janeiro de 2007. Sem dúvidas, ele é um dos grandes nomes da literatura brasileira. E, quem sabe, eu pudesse me inspirar um pouco neste grande autor gaúcho...

Dolorida perfeição...

Todos apreciam e aplaudem a beleza dos passos delicados e a leveza da bailarina. Mas, quase ninguém vê os seus pés machucados nos exaustivos ensaios, dentro das sapatilhas...

O olhar e o beijo...

Tu estavas tão linda! O brilho silencioso do teu olhar me convidou a um abraço. Nossos lábios não tardaram a se tocar...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Depois...

Escrevo, na esperança de que um dia, saibam o que eu pensava e finalmente me conheçam...

Em suas garras...

Paradoxalmente, ela demonstrava mais o amor, a volúpia e o desejo, a medida que cravava as unhas nas costas dele com mais força. Dolorido, mas intenso prazer...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Lhasa Apso

Esse aí da foto, é o Bob. Trata-se do nosso cãozinho companheiro e amigo. Alegre, simpático e sempre faminto, até ganhou um texto em sua homenagem...

                                                               Lhasa Apso

                                                               Latidos,
                                                               Abanos de rabo,
                                                               Amizade felpuda...

Foto: Jefferson Dieckmann

Longe...

Aqui, já não estás. Sonho contigo... Por que, apenas aos meus olhos fechados, insistes em te mostrar?

domingo, 30 de agosto de 2009

Comida...

                                                                            
                                                                      Feijão,

                                                                      Livro,

                                                                      Oração...

                                                                      Corpo,

                                                                      Mente,

                                                                      Alma

                                                                      Alimentados...

Foto: Jefferson Dieckmann

sábado, 29 de agosto de 2009

A velha casa...

Algo que sempre me atraiu foram as casas e construções antigas. Fico imaginando as histórias que já se passaram ali. Quantas vidas, quantas mortes, quantos felicidades e quantas tristezas já foram testemunhadas por àquelas paredes. A casa da imagem, fica no contorno Sul de Curitiba e é uma testemunha vazia e solitária do intenso tráfego de veículos que passa por ali, todos os dias.


Foto: Jefferson Dieckmann

Os astros e eu...

Quando criança, eu não entendia como era possível, as vezes, a lua estar no céu em pleno dia. Isso não era admissível! Para mim, dia era dia e tinha que ter apenas sol. E, noite sendo noite, tínhamos que ver apenas o luar no céu. Para tentar solucionar o mistério, me punha a imaginar hipóteses. Cheguei a pensar que a lua, por ser feminina, era gentil e vinha visitar o sol durante o dia. Mas o sol, grosseirão, jamais retribuía as visitas à ela nas noites. Só podia ser isso! Muito tempo depois, eu soube que ela brilha pegando emprestada a luz dele. E que, embora ele não retribua as visitas, como um bom cavalheiro, faz de tudo para mantê-la bela...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Coisa de alma...

Acho que o poeta, antes de tudo, tem uma alma que precisa falar...

O charme em baixa...

O cadenciado desfile, foi subitamente interrompido com a quebra do salto do seu sapato. Imediatamente, o humor muda e o sorriso desaparece. Como ela poderia continuar vendo o mundo lá de cima, agora?

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Bom dia!!!

Bom dia! Hoje, como o dever me chama cedo, já estou de saída. Mas, deixo um poetrix para começar essa quinta-feira...

Moribundo...


Meu pranto

Não é acaso

Da vida, o ocaso...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Paraíso...

Esta é uma poesia que está nas páginas de meu livro "Poesia em tempo de guerra", do ano de 2007. Quero compartilhá-la hoje com vocês...

Paraíso...


Governante
Governanta
Diriges
Governas
Comandas
Minha voz
Meus instintos
Meus sentimentos
Minha vida
Até quando?
O que espero?
Por que não fujo?
Em momentos de lucidez
Me insurjo
Me amotino
Me rebelo
Junto forças
Tento
Me esmero
Mas
Fuga armada
Plano traçado
Me vês
Me persegues
Me apanhas
A vista turva
As pernas travam
Eu, no chão
Resignado
Conformado
Volto ao paraíso
Aceito
Me submeto
As tuas mais fortes armas
Teu olhar
Teu amar
Teu sorriso...

domingo, 23 de agosto de 2009

Homenagem

Quero registrar aqui, uma verdadeira homanagem feita a mim, pela escritora gaúcha, minha conterrânea, Patrícia Castro. Em seu blog http://www.literaturaedialogos.blogspot.com/ ela publicou dois poemas de minha autoria. A Patrícia, além de autora é atriz amadora. Eu só tenho a agradecer à Patricia. Muito obrigado e um grande abraço!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

“Lourenstock”

Quem já gostava de rock’n roll e vivia na região Sul do estado do Rio Grande do Sul na década de 70, pôde conferir esse festival na minha cidade, São Lourenço do Sul. Com o nome inspirado no famoso festival americano de Woodstock, a nossa festa aconteceu na quadra de esportes do Grêmio Esportivo Lourenciano, por acaso ao lado da casa da minha família. Participaram além de bandas da cidade, outras das vizinhas cidades de Pelotas e Camaquã.
Como Woodstock completou 40 anos nos últimos dias, relembrei desse evento que marcou a minha juventude. Confesso que as informações de data, horários e os nomes das bandas, sobrevivem apenas nas mentes de quem esteve lá. Estou procurando levantar esses dados para uma posterior divulgação. Por enquanto, serve como registro para que o mundo saiba que um dia, aconteceu um “Lourenstock”.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ocupado...

A esposa ligava a cada cinco minutos. Era para lembrar do vencimento da conta do telefone, do colégio dos filhos, de que ele ainda não havia passado no supermercado nem feito o depósito na conta da mãe dela. Ligava novamente, agora para saber a que horas ele chegaria em casa. O filho lhe ligava perguntando se já havia ido buscar o computador na assistência técnica. A filha, ligando para saber se ele havia encontrado àquele condicionador de cabelos que a amiga lhe indicara. A empregada ligava para lembrar que o sabão em pó havia acabado e se ele poderia trazer o pagamento dela no final do dia. Sem pensar muito, levantou de sua mesa no escritório, plantou o celular no vaso de arruda e saiu a passos lentos, falando sozinho...

Me dá um tempo!

Às vezes, paro um tempo para pensar que me falta tempo...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

LPs - Álbuns em forma de arte

Eu sempre achei que as capas dos antigos LPs eram verdadeiras obras de arte. Na minha memória, ainda vivem algumas das imagens estampadas em capas, contracapas e no interior dos antigos álbuns. O velho álbum branco dos Beatles, foi um marco, assim como a histórica foto do quarteto atravessando a rua na faixa de segurança, em Abbey Road. As imagens dos shows do Deep Purple no Japão, no tradicional Made in Japan marcaram a minha adolescência. Assim como os sobretudos dos músicos do Supertramp na contracapa e as mãos segurando as grades flutuando no espaço em A crime of a Century, os rostos dos músicos do Deep Purple dentro da taça de vinho em Come Taste the Band, nas velas acesas em Burn e no meteoro de Fireball. O aperto de mãos incendiário no Wish You Were Here, o feixe de luz atravessando o prisma em The Dark Side of the Moon, a vaca holandesa de Atom Heart Mother, a orelha de Meddle e o porco voador de Animals, do Pink Floyd. Estas são algumas lembranças de capas de antigos discos que nunca me saíram da cabeça. Era um costume meu ir ao centro da cidade todos os sábados pela manhã e ficar bisbilhotando as lojas de disco, até encontrar àquele ou àqueles que eu levaria para casa naquele final de semana. Ainda hoje, guardo essas preciosidades comigo. Os atuais CDs nos proporcionam apenas “fotos 3x4”, ao contrário das verdadeiras telas em exposição na forma de capas, nas prateleiras das antigas lojas. Sou feliz por ter visitado estas verdadeiras exposições de arte nos sábados da minha juventude.

sábado, 15 de agosto de 2009

Woodstock, 40 anos...

Sexta-feira, 15 de agosto, sábado, 16 de agosto e domingo, 17 de agosto de 1969. Esses eram os três dias em que os jovens da época pretendiam mudar o mundo. Hoje, é comemorado o aniversário de quarenta anos do festival de rock mais famoso de todos os tempos. Em uma fazenda em Bethel, ao norte de Nova York, aconteceu em um chuvoso final de semana, o festival que reuniu quase meio milhão de jovens. Com o movimento hippie e a contracultura no auge, a juventude queria mudar o mundo com flores, drogas, paz e amor. Grandes nomes do rock da época passaram por Woodstock. Eram nomes como Joan Baez, Janis Joplin, Creedence Clearwater Revival, The Who, Jefferson Airplane, Joe Cocker, Ten Years After, Johnny Winter, Crosby, Stills, Nash &Young e Jimi Hendrix, entre outros. Ainda hoje, é possível ouvir o eco das guitarras vindo do palco de Woodstock…

Moda, eu?

Eu havia prometido a mim mesmo que não iria fazer isso! Além de não gostar nem um pouco de fazer lanche nessas cadeias de lanchonetes “fast food” internacionais, também sempre fui contra modismos. Eu me acharia um idiota se um dia me visse naquela fila enorme para pedir um daqueles sanduíches de nome americanizado. Outra coisa que eu nunca dei importância, foi para as roupas e os tênis da moda. Coisas com nomes de “air” ou “shocks”, sempre passaram ao largo. Não é que no dia dos pais, meus filhos me deram de presente um desses “shocks”? Como dizer não para eles? Hoje à tarde, me vejo fazendo uma caminhada pelas ruas, usando o tal tênis. O que estará acontecendo? Essas marcas estão literalmente dominando o mundo ou eu estou mudando?

E agora?

Por trás do monitor e diante de seu teclado, ele era o comandante. Bate papos, alegrias, sorrisos, relacionamentos. Tudo ia bem, até àquele momento. Um calafrio percorreu a espinha e o suor pela testa, escorreu. Ali, ao seu lado, estava ela. Ao vivo e a um toque da mão, lhe perguntando: “quer namorar comigo?”

Então...?

Nunca toquei rock’n roll,
Nunca sorri de verdade,
Nunca corri descalço,
Nunca ri com vontade,
Nunca me contentei
Com a metade...
A guitarra ainda na caixa,
O sorriso enferrujou,
O todo se partiu,
A alegria acabou
Enfim, afinal
Do que preciso?
Qual é o meu destino?
Quem eu sou?

Bipolar...

Feliz

Infeliz

Sempre...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Troque um príncipe por um sapo!

Em relação ao texto (muito bom) de hoje do blog "Literatura e diálogos" (http://www.literaturaedialogos.blogspot.com/), de minha amiga Patricia Castro, sobre a dificuldade que enfrenta hoje em dia, quem quer ter um relacionamento sério e que seria vantagem para as mulheres trocar um "príncipe" por um "sapo", tenho a dizer o seguinte: como bom sapo que sou, fiquei feliz com essa possibilidade e resolvi postar aqui um texto meu, escrito já há algum tempo. Quando ele foi escrito, percebam que eu já pensava nessas coisas...
Um abraço a todos!


Sapo

Se até o príncipe
Que é rico e encantado
Tem lá os seus dias
Em que acha a vida um saco
Por que eu
Com minha vida de sapo
Não me conformo
E tento ser feliz?

21/02/2007
13h 49min

Poesia e solidão...

Acho que quase todo poeta é, de alguma forma, um solitário. Assim sendo, passa as horas acalentando o seu vazio, entregue aos versos e as rimas. Cada novo verso, marca a passagem de mais uma hora, de mais um dia. Embora me esforce, eu ainda não entendo bem como poesia rima com solidão...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Beleza pura...

Eu sempre tive receio de me aproximar de mulheres bonitas. Ficava imaginando não saber o que falar e ficar sem graça. Isso, até o teu sorriso se dispor a me ouvir...

Em transe...

Senti um imenso alívio ao fechar os olhos e assim permanecer por alguns minutos. Ou teriam sido horas? As dores passaram, os problemas desapareceram, as mágoas foram esquecidas e tudo ficou em paz... Quando eu já estava acostumando com esse paraíso, volto. Abro os olhos e me vejo diante do teu olhar lindo, a me fitar. Já fiquei em dúvida de onde é melhor estar...

Não mais...

Já não sinto mais
Nem nada
Nem ninguém...
Sentimentos,
Tristezas,
Lamentos...
Já não tenho mais
Nem você,
Nem minha vida
Também...
Já não posso mais
Voltar,
Adiar,
Tentar,
Chorar...
Já não sinto mais
Nem piedade,
Nem saudade...
Nada
Não mais...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Apagada magia...

Já não falo mais
Penso, as vezes
Sinto, um pouco
Reflito, muito
Imagino, demais
Arrependimento...
Tristeza...
Incerteza...
Apagada magia
Tua imagem já some
Da minha mente
Vida amarga...
Sem prazer,
Como meu pensamento
Moroso,
Como meu sentimento
Escabroso,
Como meu arrependimento
As palavras já faltam
Os versos rareiam
As sílabas se arrastam
Quase tudo acabando
Quase tudo se apagando
Também a poesia...

25/07/2009
20h 05min

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O astro menino

Ele levou a vida de uma forma diferente dos outros mortais. Desde pequeno, demonstrou talento diferenciado para a música e para a dança. Fez sucesso nos cinco continentes e conquistou fãs ao redor do mundo. Apesar do tempo passar e torna-lo adulto, recusava-se a envelhecer. Queria, insistentemente, continuar criança. E, fez de tudo para isso. Morou na Terra do Nunca, teve seu zoológico e parque de diversões particulares e se cercou delas, as crianças.
Suas apresentações aglomeravam milhares de pessoas, sempre. A histeria e a alegria de seus súditos sempre foi contagiante. Há poucos dias, recebemos a noticia de sua morte. Ao redor do globo, muitos se sentiram órfãos, viúvas e desamparados. Podemos dizer que a comoção tomou conta do planeta, sem medo de errar. Aquele que lotou estádios e ginásios em vida, o fez também na morte. Milhões de pessoas, de todos os países, disputaram pela Internet, um ingresso para participar, ao vivo, do espetáculo de sua despedida em Los Angeles. Os que foram sorteados, foram ao delírio. Todos os cuidados foram tomados para o controle de acesso ao ginásio, onde se daria o adeus ao ídolo. Não bastava ter o ingresso, mas era necessário ter presa ao pulso, uma pulseira de identificação que credenciava a entrada no local. As ruas em volta, o trânsito e a cidade praticamente pararam. Aquele que reinou absoluto nos palcos em vida, estava ali em frente ao mesmo, dentro de um esquife dourado. A família, músicos, cantores, atores, jogadores de basquete e os seus súditos estavam ali por ele e para ele. Aqueles que não puderam estar presentes, assistiram a tudo em telões espalhados ao redor do mundo. No local, emoção em alta, música no palco e lágrimas nos milhares de olhos mais do que abertos. Clima de tristeza e comoção mundial, por mais incrível que possa parecer. O astro, o ídolo se foi para nunca mais voltar. Mas, não deve ser verdade! Eu, como não o vi depois de morto, ainda acredito que tudo seja mais uma peraltice do astro menino. Quando menos se esperar, ele reaparece. E, com seus passos leves e o sorriso aberto, vai convidar a todos para tentar dançar o moonwalk...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Simplicidade

Alegria quase infantil, é a sentida pelo velho agricultor. Já com idade avançada, ainda cuida da terra, de sol a sol. E, termina os dias sorrindo, feliz ao ver o crescimento de seus pés de alface...

sábado, 27 de junho de 2009

Sentidos

Sinto teu toque, teu gosto, teu cheiro... Abro os olhos. Por onde você anda?

Mortal...

Personagem,
Como que desenhado...
Inventado,
Acima,
Além,
Um dia, porém
Assustados,
Percebemos
Ídolo também morre...

O vazio na noite...

Noite de 25 de junho de 2009. Garoa caindo, eu no carro, ainda no trânsito da cidade. De repente, no rádio, ouço a noticia: “Michael Jackson morreu”! O baque e a sensação de perda é instantânea. Soa como se recebêssemos a notícia que aquele amigo, jovem e muito talentoso com a música, a dança e a arte, querido por todos, tivesse nos deixado para sempre e sem aviso. E, pior, com a concreta impossibilidade de voltar ao nosso convívio. Olho para fora e sinto como se tudo tivesse ficado mais triste. As pessoas, as ruas, as calçadas e as luzes perderam um pouco de seu brilho. Na hora, eu não percebi, mas a garoa insistente caindo em pequenas gotas no vidro do carro, já era um indício que a noite também chorava...

Nos ares...

Embevecido, saio sem rumo... Quem mandou você me beijar?

Fria solidão...

A fina chuva chega com a escuridão da noite de inverno. Casa e cama, vazias. A tua ausência esfria também a minha alma...

São João!

Fogueira
Quentão
Bandeirinhas
Quadrilha
Pipoca
Pinhão
Noite fria
Alegria aquecida
Brasas no coração...

Óculos

Por trás daquelas lentes transparentes, ela me observa. E eu fico a pensar, por que ela se esconde assim...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Os olhos verdes

Quando ela passava, ele a observava, maravilhado. Aqueles olhos verdes! Ele jamais havia visto outros iguais! Mas, os olhares nunca se encontraram. E, todas as noites, ele dormia com a solidão...

terça-feira, 9 de junho de 2009

O estranho mundo em que estamos vivendo

Hoje, depois de muito tempo, fui até o centro da cidade. Uma manhã de sábado, ensolarada e convidativa, me convenceu. Ao mesmo tempo em que passei pelos antigos prédios que me viram chegar a essa cidade há muito tempo, não pude deixar de notar o que se passa nas ruas. As mais diversas e diferentes figuras perambulam pelas calçadas e calçadões. Percebe-se, que hábitos de muitos séculos atrás, estão em voga. A exemplo do que acontecia em antigas e desaparecidas civilizações, nota-se as peles impregnadas de tinta, formando ora desenhos tribais, ora traços modernos, com nomes de pessoas, de amores ou simplesmente desenhos abstratos. O hábito quase pré-histórico, de furar a pele com adornos, voltou. Só não é mais feito com ossos pontiagudos, e sim, com artefatos metálicos. Mas, o princípio da barbárie, é o mesmo. Jovens, em bando, municiados com mochilas e os seus indefectíveis bonés, marcam território e impõe sua alegria ou algazarra por onde passam. O bom, é que alguns pais ainda passeiam com seus filhos pequenos no colo ou em carrinhos. Os pombos ainda sobrevoam as nossas cabeças em busca de pipoca ou algum resto de bolacha que se lhes possa ser oferecido. Artistas de rua fazem o seu show com o corpo inteiramente pintado de prata. Mímicos, vestidos de palhaço, arremedam os passos e os movimentos dos transeuntes, ora divertindo, ora irritando. Ainda se encontram nas vitrines, ternos e roupas caras e que são para o consumo de uns poucos. Já os alto falantes das grandes lojas populares, não deixam nossos ouvidos em paz, com suas ofertas “imperdíveis”. Os ônibus e os automóveis andam em desabalada carreira, fazendo manobras que lembram verdadeiros números de circo, por sua audácia e ousadia. Nos sinais vermelhos, os motoristas são abordados por entregadores de panfletos que, ao mesmo tempo em que estão ganhando o seu suado dinheiro, nos oferecem de tudo. Essas ofertas vão desde conserto de máquinas de lavar até apartamentos de luxo em bairros nobres, que a grande maioria que anda nas ruas, nem sabe onde se situam. Músicos de rua tentam se fazer ouvir, enquanto pintores expõem seus quadros, tentando vender sua arte. Olhando para cima, vejo um avião que, fazendo acrobacias, escreve com fumaça branca no céu, uma sílaba que dá nome a uma nova empresa que está se estabelecendo na cidade. É ou não, um estranho, diversificado, colorido, ruidoso e por vezes bárbaro mundo, esse no qual estamos inseridos? Após ver isto tudo, voltei para casa. Ufa! Prefiro ainda, esse meu pequeno, confortável e seguro mundinho. Pensando bem, o que eu perdi lá fora?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

São Lourenço do Sul

Areias claras
Águas mansas
Costa doce
Espíritos da natureza
Vós sois Ondinas
De areias mais grossas
De águas mais rasas
Estão vós, mitológicas Nereidas
Até onde o sol se põe
Onde me escondo
Onde tu me banhas
Lavas a alma minha
Onde lambes o Carahá
És tu, minha Barrinha

terça-feira, 12 de maio de 2009

Lagoa dos Patos

Minha lagoa
Imenso mar doce
Praias pacatas
Brancas areias
Esguios coqueiros
Sentinelas de pedra
a vigiar nosso banho
Mornas águas,
onde navegam lembranças,
onde se afogam as mágoas,
onde as velas se içam,
onde as redes se tramam,
onde salgam as águas,
onde lavo a alma,
onde sou teu filho,
onde vejo famílias,
onde se abrem sorrisos
Estuário da vida
Berço da minha existência...

domingo, 3 de maio de 2009

Mulher de quarenta

Admiração... Não! É mais que admiração. Eu tenho um sentimento muito especial em relação às mulheres de quarenta anos. Diferentemente das meninas, elas possuem o seu brilho próprio, discreto e exuberante. São lindas, charmosas, especiais. As suas marquinhas de expressão mostram o caminho já percorrido e traçam as trilhas para o que ainda irão viver. Vestem-se com indescritível bom gosto e valorizam suas formas com àquele vestido, echarpe, bolsa ou sapato escolhidos a dedo para toda a ocasião. Sabedoras de suas fraquezas, conscientes de seus erros passados e esperançosas em relação ao futuro, são amadurecidas, sem serem amargas. São lindas, apenas exibindo a expressão serena do rosto. Abertas ao amor, mas precavidas. Esperançosas, mas com um pouquinho de receio, nunca confessado. Encaram tudo com o belo sorriso aberto, iluminando quem se põe em seu caminho. Elas são belas, elas são charmosas, elas são sensuais, elas são lindas! Todo o meu carinho, amor e respeito às mulheres de quarenta anos! Eu amo uma mulher de quarenta anos! Ainda bem que você existe!

Cada um no seu quadrado!

Sim, cada um no seu maldito quadrado. Cada um enclausurado em seu quarto. Cada um preso aos seus pensamentos, traumas e mágoas. Um ouvindo música, o outro tentando dormir para não pensar na vida e o terceiro acordado, com os olhos vidrados, pensando exatamente na desgraça em que se transformou também a sua vida! Em raros momentos de lucidez, consegue pensar no que está fazendo com a vida dos outros, também. As músicas vindas do quadrado escuro, são sempre as mesmas. Elas se repetem, invadindo os ouvidos e irritando os cérebros cansados. Por vezes este, o da música, canta. Talvez na tentativa de abafar seus pensamentos. O que dormia, já com os olhos inchados, não consegue mais adormecer. Quem sabe a técnica de contar carneirinhos não poderia ajudar? São três criaturas incrustadas em seu cubículos quadrados! Quadrado é o quarto, transformado em cela solitária. Quadrado é o pensamento. Quadradas são as grades que os prendem às suas próprias mentes. Perdido é também o olhar em direção ao futuro. Perspectivas de um amanhecer melhor? Não! Pois, cada um está só, enclausurado em seu quadrado! Coitados...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Enquanto isso, no consultório...

- Quais são os sintomas?
- Doutor, eu é que vou perguntar ao senhor...
- Até quando devemos ir levando tudo de arrasto na vida?
- Como assim?
- Até quando devemos deixar a vida nos levar de arrasto, como se fôssemos um tronco seco de madeira na corredeira? Até quando uma única criatura deve, pode ou consegue resistir às pressões de ser pai, mãe, profissional, patrão, empregado, namorado, estudante, paciente, motorista, amigo, inimigo e mais outro número igual de coisas das quais eu não lembro agora?
- E o que você sente?
- As pernas travam, os braços se enrolam, o coração dispara, a mente bloqueia e vem a vontade de parar, de não sair do lugar...
- Aliás, foi o que fiz ontem, travei...
- Hummm...
- Continue...
- Os filhos crescem, as preocupações aumentam, o bolso fica vazio, a namorada reclama de ausência, de falta de diálogo, de atitudes, de vontade, o professor exige trabalhos manuscritos, são impostos prazos, condições, o cachorro quer comer bolacha e eu não sei se devo dar, o telefone não para de tocar com alguém oferecendo um novo cartão de crédito, cobrando a prestação que ainda não foi paga e a empresa onde você trabalha por três décadas fala em demissão exatamente pelo fato de você estar lá há tanto tempo...
- Por onde começar a tentar resolver, doutor?
- Hummm...
- Isso é normal, doutor?
- Me diga... Isso acontece sempre?
- Bem, nos últimos tempos, apenas quando acordo e abro os olhos pela manhã...