quinta-feira, 13 de março de 2008

Se a moda pega...

Nós brasileiros, costumamos importar inúmeras coisas inúteis, bugigangas, modismos passageiros e quinquilharias diversas. Seria ótimo importar e que fossem comuns entre nós, fatos como o ocorrido com o governador do estado de Nova York, nos Estados Unidos. Dois dias após ter seu nome envolvido em um escândalo sexual, Eliot Spitzer anunciou sua renúncia no dia de ontem, 12 de março. Em seu discurso, ao lado da esposa Silda, ele pediu desculpas ao povo de Nova York, embora não tenha detalhado a sua relação com o escândalo sexual, que afirma ser um "assunto privado". A relação de Spitzer com a rede de prostituição também não está clara em uma reportagem feita pelo jornal "The New York Times". Mas, fontes acreditam que o governador seria um dos clientes do Emperors Club VIP, um famoso bordel de Washington que foi alvo de uma operação da Justiça Federal dos Estados Unidos em que quatro pessoas foram presas na semana passada. Disse ele: "agi de uma forma que violei as obrigações para com minha família, e que de alguma maneira quebra meu sentido do bem e do mal". Continuando, ele disse: "agora vou me dedicar a recuperar a confiança da minha família". Spitzer é do Partido Democrata e fez campanha prometendo uma reforma ética. No Brasil, convivemos desde sempre com a mais variada gama de escândalos, sejam sexuais ou não, e absolutamente nada é feito nem pelos políticos envolvidos demonstrando algum arrependimento e nem pela população, para ao menos exigir um mínimo de decência no trato da "coisa pública" e uma vida pública ilibada por parte de seus representantes. Eu nunca esperei tanto que uma moda pegasse em definitivo por aqui. Poderia ser o início de um novo tempo de valorização da moralidade e da decência em nosso país.
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