domingo, 9 de março de 2008

Pensei...

Quando eu era jovem, pensava que as coisas fossem normais. Pensei que as pessoas eram honestas e não mentiam. Pensei que os filhos respeitassem os pais. Pensei que as pessoas não se matassem por nada. Pensei que um simples jogo de futebol, uma diversão sadia, jamais pudesse se transformar em uma batalha campal. Pensei que os relacionamentos de trabalho, sociais e conjugais fossem sérios e honestos. Pensei que pais e mães vivessem sempre juntos para criar e educar seus filhos, a fim de transformá-los em homens e mulheres de bem. Pensei também que os professores fossem sempre mestres e por isso, respeitados e bem pagos. Pensei que os alunos jamais se transformariam em marginais destruindo escolas e agredindo colegas e professores. Pensei ainda que as pessoas mais idosas merecessem sempre o nosso respeito e carinho, até o fim da vida. Pensei que os pais jamais pudessem ser agredidos física e moralmente por seus próprios filhos. Pensei que nunca um adulto pudesse molestar sexualmente uma criança. Pensei inclusive, que os países não pudessem entrar em guerra apenas por interesses econômicos ou por megalomania de seus governantes. Pensei que jamais precisássemos internar os nossos jovens em clínicas de reabilitação ou recolhe-los mortos nas ruas devido ao uso de drogas. Pensei que em hipótese nenhuma, traficantes de drogas pudessem ter mais força e armamento mais pesado que as forças policiais. Pensei ainda que as crianças quando perdidas na rua, pudessem sempre pedir ajuda aos policiais, sem sentir medo. Pensei que as ruas de nossas cidades jamais fossem violentas e seus muros nunca fossem pichados e sujos por seus próprios habitantes. Pensei que o lixo produzido por nós nunca fosse atirado nos rios que servem para que tiremos a água que vamos beber depois. Pessimismo ou realismo? Não sei, apenas é o que eu vejo quando abro a minha janela todos os dias. Esperanças? No sorriso inocente de uma criança, como foi o meu um dia...
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