sábado, 26 de abril de 2008

Não era para sempre?

Antigamente, eu pensava que tudo era interminável, era para sempre. A casa, as relações, os móveis, as amizades, a antiga televisão valvulada, a lealdade e tudo o mais. Com o tempo, o sofá rasgou, a satisfação acabou e a louça se quebrou. A roupa desbotou e a velha televisão queimou. Com a vida, eu também aprendi que, coisas que deveriam ser inteiras, não o são. Convivemos com um meio casamento, meia relação, meia amizade, meio salário e meia alegria de viver. Acabamos acostumando com meio tanque de gasolina no carro, meio pão francês no café e uma meia taça de vinho no jantar. Isso é uma vida pela metade ou é apenas meia felicidade? Que saudades da antiga televisão valvulada que, em suas imagens em preto e branco, me permitia imaginar a vida colorida!
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