terça-feira, 7 de outubro de 2008

O mundo diário

A cada novo amanhecer, enfrentamos um novo desafio. Saímos de casa e encaramos ruas congestionadas como artérias, sorrisos fechados como cofres e coisas como a cordialidade e o bom humor tão em baixa como as bolsas de valores. Andando pelas ruas, vemos criaturas carregadas de sonolência e lentidão. São seres saindo pela cidade para uma nova batalha de oito, dez, doze horas pela sobrevivência. É o imenso formigueiro, libertando a cada alvorecer os seus operários, soldados e rainhas para mais uma jornada que só terminará quando a noite chegar. Enquanto alguns carregam gravetos e folhas, outros passam abarrotados de desesperanças e ilusão, esperando que o novo dia possa ser melhor.
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