terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O velho, pesado e eterno som

O que pode o velho roqueiro fazer? Colocar o vinil na vitrola, fechar os olhos e quase chorar, lembrando de quando via e ouvia as suas bandas. Aquilo era som de verdade! Além disso, aquela era a época da descoberta, da revolta, da contestação, da juventude. Hoje, até os chiados e arranhões do velho disco trazem de volta a magia. Onde estão Jimmy Page, Ian Paice, Robert Plant, David Gilmour, Ritchie Blackmore, Roger Glover, Geezer Butler, Jon Lord, Ian Gillan e Ozzy Osbourne? Ouço ainda a música desses caras e tento sentir que tudo isso ainda continua vivo e a todo vapor. Mas, por que essas guitarras estão, aos poucos, silenciando? O que está fazendo parar o peso da bateria e o pulsar do velho baixo? E os teclados, porque não soam mais como antes? Mas, o velho jeans, o tênis e a camiseta me dizem que isso tudo não morreu e jamais morrerá. Dentro de mim, ouço todos esses sons no volume máximo, e é isso que ainda marca a cadência dos meus passos e o ritmo do meu coração...
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