segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Sob o olhar da lua

Varrer as folhas da calçada no meio da noite, tocando a vassoura como uma guitarra para um público imaginário oculto entre as folhagens do jardim. Você não vê, mas eles estão lá! Códigos fechados sobre a cama, talvez na ânsia de não se impor mais limites, leis ou normas. Talvez um sonho de, até que seja possível, legislar sentimentos entre os muros da casa. Até quando? Quem não lida bem com decepções não vê graça no que vem depois. Mais uma folha arrancada do calendário, varrida junto entre as bromélias. Logo amanhece e novas folhas cairão do calendário e das árvores, impreterivelmente no chão.
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