terça-feira, 6 de abril de 2010

As “pulseiras do sexo”...



Têm causado polêmica nos últimos tempos, as chamadas “pulseiras do sexo”. Adolescentes tem sido atacadas e estupradas pelo fato de estarem usando as tais pulseiras. Como pai que sou, procurei obter mais informações sobre o assunto. Na Internet, descobri que: "Os adereços coloridos fazem parte de um jogo que começou na Inglaterra e chegou ao Brasil pela internet. Nele, a pessoa que tem sua pulseira arrebentada precisa cumprir a tarefa da cor correspondente. A brincadeira pode ir de um simples abraço à relação sexual de fato." É lógico que estupros e ataques de qualquer ordem a qualquer pessoa é crime e nada justifica tais atos! Mas, penso que estamos vivendo em uma época em que a educação de nossos filhos está ficando mais a cargo da Internet e de estranhos na rua, do que dos pais e professores. Ocorre também, um fenômeno que impele todo mundo a usar acessórios e modismos, apenas por que "todo mundo usa". Se existem muitas pessoas tatuadas nas ruas, é quase que uma obrigação fazer uma tatuagem, também. O mesmo ocorre com brincos (muitos em cada orelha), "piercings" cravados nas mais diferentes partes do corpo, que vão desde sobrancelhas, nariz, boca, até as partes mais íntimas, como os órgãos sexuais. Isso, eu penso, nos remete aos hábitos e costumes mais bárbaros da antiguidade. Acho que o mesmo se aplica às tais pulseiras. O que um "jogo" inventado na Inglaterra faz nas nossas ruas, escolas e casas? De fato, os crimes cometidos contra as adolescentes são imperdoáveis e devem ser punidos de acordo com a lei, sim, mas será que os modismos não estão se tornando perigosos demais, principalmente para os mais jovens, que ainda não possuem uma personalidade formada? Atualmente, os jovens não se vangloriam de ter “ficado” com cinco, seis, sete parceiros diferentes em apenas uma noite de festa? O que dizer dos beijos ardentes dados em qualquer estranho, saudável ou doente, que se encontra nos festejos de carnaval nas ruas de nossas capitais? Não culpo as tais pulseiras, mas sim a total falta de orientação que os nossos jovens (estupradores e estupradas) estão tendo, tanto nas escolas como em casa. Infelizmente, em um mundo super desenvolvido tecnologicamente, estamos perdendo as mais básicas noções de civilidade, decência e respeito aos direitos dos outros e nos deixando levar pelo culto ao corpo, seus adornos, seus modismos e a entrega à obscenidade como se fosse uma coisa normal. Enquanto isso, as mais básicas noções de moral e respeito às leis estão indo para as latas de lixo. As tais pulseiras são apenas mais uma conta nesse rosário. Infelizmente...


Imagem: Google
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