domingo, 13 de julho de 2008

Dia Internacional do Rock

Ele é mais do que música, é um sentimento de liberdade, é uma maneira de viver.
É só rock’n roll, mas eu gosto.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

A pantomima

Alegrai-vos! Eis que é tempo de pantomima! A partir dos próximos dias, saem da escuridão os salvadores da pátria de plantão. Surgem como por encanto, tentando fazer com que acreditemos nas histórias que serão contadas e encenadas a seguir. Como em um passe de mágica, oferecem as melhorias, a salvação e os milagres. Eles possuem as soluções para tudo. Apresentam propostas salvadoras para a saúde pública, para o ensino, para a segurança, para a pobreza, para uma cidade e um mundo melhores. Qual é realmente o nosso papel nesse processo? Ouvir, acreditar, ter esperanças, legitimar o teatro, ser decepcionado? Novamente? Outra vez? Até quando? Quantos deles realmente estão imbuídos de boas intenções? Um, dois, mais? Eles existem? Pensemos nisso. É isso que nós merecemos?

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Será?

Será que na época em que, além dos pássaros, cruzavam os céus apenas os aviões monomotores e bimotores turboélice, o ser humano era melhor? Será que quando as nossas mensagens mais urgentes eram enviadas pelo telégrafo, havia mais compreensão e honestidade entre as pessoas? Será que quando os nossos automóveis atingiam a incrível velocidade máxima de 100 Km/h, os pais amavam mais aos seus filhos? Será que quando o nosso entretenimento diário vinha através das ondas captadas pelo rádio valvulado, os filhos respeitavam a seus pais? Será que quando a nossa moeda era medida em "réis", um trabalhador ganhava o suficiente para sustentar e dar vida digna a sua família? Será que quando as cartas eram escritas com pena e tinta, as escolas e os hospitais públicos atendiam de maneira decente a quem precisava de seus serviços? Será que quando as pessoas plantavam e colhiam os seus próprios alimentos livres de agrotóxicos, as mesas eram fartas e não haviam pessoas vivendo pelas ruas? Será que um dia nós já vivemos em um mundo mais justo e mais feliz? Se as respostas para todas essas perguntas forem "sim", em que ponto da história nós pusemos tudo isso a perder? Alguém sabe responder?

sábado, 5 de julho de 2008

As mercearias

Eu sei que o mundo evolui e que essa evolução nos traz muitos benefícios e comodidades. Mas, independente disso, eu sinto saudades de algumas coisas que pertenciam a outras épocas e que povoavam a minha infância. É o caso das antigas mercearias, onde se comprava de tudo. Encontrava-se ali, desde o arroz e o feijão, até agulhas, linhas e coisas sofisticadas para a época como os rádios de pilha. Há poucos dias, tive a alegria de encontrar na região de Curitiba, duas dessas mercearias que insistem em resistir ao tempo e ao poderio dos grandes supermercados.
Uma delas continua instalada em uma antiga casa de madeira que é a sua sede, desde sempre. Nas antigas prateleiras, misturam-se garrafas de refrigerante, cerveja, cachaça e de xarope de groselha. Penduradas no teto, várias pipas feitas com papéis coloridos para fazer brilhar os olhos dos meninos que ainda conhecem esse brinquedo e se permitem deixar levar por algo tão simples e mágico. É uma pena que a imensa maioria das crianças de hoje não conhece e nem conhecerá a sensação de liberdade de ver a sua pipa voando a muitos metros de altura, sob o seu comando. Sobre o balcão, o tradicional vidro giratório repleto de balas chama a atenção e atiça as lembranças. Nas prateleiras do fundo, produtos de limpeza, de higiene, como talcos, perfumes e o que se imaginar. Sei que isso não interessa muito às atuais gerações, pois o mundo que elas conhecem hoje é imensamente mais sofisticado e tecnológico, mas para mim foi uma volta ao passado. Foi um retorno a minha infância. Fiquei tão admirado que fotografei cada detalhe da antiga construção e de suas mercadorias. A outra casa de comércio desse tipo que vi, traz o nome de “Mercearia Vencedora”. E, pensando bem, talvez seja mesmo. Digo isso, pois nesse mundo em que as mudanças alteram as nossas vidas em segundos, lá está ela ainda, com suas portas abertas e suas prateleiras abarrotadas de comida, bebida e de uma ingênua volta ao passado.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

O frio

Nos últimos dias, já temos experimentado as sensações de frio trazidas antes mesmo do início oficial do inverno. Baixas temperaturas, que embelezam a paisagem com as roupas coloridas dos turistas que procuram pela neve e, ao mesmo tempo, enchem de preocupação os nossos irmãos mais carentes de abrigo e de roupas quentes. O frio traz, sem dúvidas, belas imagens e boas sensações com a lareira acesa e uma boa sopa quente acompanhada de uma taça de vinho. Mas, o frio que preocupa e que está cada vez mais presente, é o frio nos corações das pessoas. Temos assistido brigas de gangues de jovens que se matam sem cerimônia e sem motivos. Discussões no trânsito transformam pacatos cidadãos em criaturas bárbaras, capazes das maiores demonstrações de violência, instantaneamente. O frio do inverno é suportado com agasalhos, banhos quentes e calor humano. Mas, e o frio cada vez mais presente nos sentimentos, reações e atitudes das pessoas? O que fazer para, ao menos amenizar, as demonstrações do intenso e permanente frio glacial dos corações humanos?

sábado, 14 de junho de 2008

Sexta-feira 13!

Ontem, foi sexta-feira 13! Há quem se apavore com essa data e logo pense no azar que ela pode trazer. Ora, quem já tem trânsito caótico todos os dias, políticos corruptos nos governando, falta de dinheiro, de oportunidades, de saúde pública, de transporte coletivo decente, perturbações do chefe, casamentos falidos e coisas assim, por que esperar mais azar nesse dia? Boa sorte para nós! Estamos precisando...

terça-feira, 3 de junho de 2008

Tempestade

A chuva molha o meu rosto e escorre junto com as lágrimas que insistem também em cair. Terra e alma encharcadas. O aguaceiro só não é maior que a tempestade que trago dentro de mim. Por que ainda sobrevivo a você? Por que a água não lava lembranças e não carrega desespero também? Ela só me molha...

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Nazareth

A noite não era muito propícia, pois era quinta-feira e na manhã seguinte tinha trabalho. Mesmo assim, a Hellooch estava lotada para receber os escoceses do Nazareth. O público era o mais diverso, com metaleiros, Harleyros, casais quarentões e simpáticos senhores, livres dos ternos usados durante o expediente do dia. A animação era grande. Antes do início do show, passava nos telões sons e imagens dos mais variados, como Status Quo, AC/DC, Kiss, Deep Purple, Led Zeppelin e outros tantos. A cada música, o povo cantava junto, mostrando que sabia todas as letras. Me posicionei no meu lugar oficial, junto à mesa de som. Quando o técnico da banda chegou e se preparava para o show, pedi que ao término ele me fornecesse a folha de papel com o "set list". Pedido atendido, roteiro do espetáculo assegurado, voltei os olhos para o palco. Passava um pouco das 23 horas, quando soou Beggars Day, anunciando o que viria a seguir. Os veteranos Dan McCafferty nos vocais e Pete Agnew no baixo davam o tom, acompanhados pelo filho de Pete, Lee Agnew na bateria e por Jimmy Murrison na guitarra. O som, pesado e eficiente, ecoou por duas horas, agradando a todos.
Ouviu-se, na ordem, as seguintes músicas:
Beggars day
Keep on travellin
Razamanaz
This flight
Day at the beach
My white bicycle
Enough love
Holiday
Whiskey drinkin woman
The gathering
Expect no mercy
H.O.D
Love hurts
Dream on
Morning dew
Love leads to madness
Cento e vinte minutos depois, cheguei a duas conclusões. A primeira é que Curitiba definitivamente está na rota das grandes bandas do rock mundial. A segunda, é que assim como o uísque de seu país, os escoceses do Nazareth são cada vez mais apreciados com o passar dos anos.

sábado, 17 de maio de 2008

Seqüência (a vida é bela)

A vida é assim, o roto fala do esfarrapado e comenta sobre a bala de hortelã, o farol aceso do carro, o sofá rasgado, o quadro novo na parede, as mágoas, as mangas, os mangás, as sensações, o suco azedo de limão, as dores ardidas no coração, o som alto do show de rock, a tentativa de ver, de ser visto, de ser ouvido, de ser esquecido, de nunca ter feito, de nunca ter sido, de nunca ter existido, do professor que tenta, do mestre que fala, dos alunos que não ouvem, dos pupilos que não querem, dos sorrisos metálicos, dos sorrisos forçados, dos risos amarelos, dos sentimentos amarelados, dos pobres, dos coitados, coitos corridos, coitos cortados, coitos varridos, doidos sentidos, sentimentos esquecidos, relacionamentos desfeitos, relações perdidas, elos vividos, elos odiados, elos esquecidos, do texto não escrito, da frase só pensada, do livro não recebido, do livro não lido, do livro relegado, do livro esquecido, da revista, da sacanagem, da engrenagem, da nudez, da rudez, da robustez, da mentira, do engano, do engodo, do entorno, do estorno, do nojo, do respeito, da verdade, da quase mentira, do torpe, do incansável, do asqueroso, do negociante, do trapaceiro, do nojento, do ladrão de sono, do ladrão de chances, do ladrão de alegrias, do ladrão de oportunidades, do ladrão de sonhos, da infância perdida, da juventude esquecida, do choro incontido, do tapa sentido, do rosto molhado, de chuva, de lágrimas, de mágoas, do rosto endurecido, do riso reprimido a tapas, a socos, a pontapés, no porão, no mastro, no convés, não convém, não importa, não interessa, a quem, por que, o que, que coisas, tudo passa, é passageiro, é cobrador, a vida cobra, mostra, bate, impõe, respira, humilha, aborrece, entristece, afugenta, esquece, engasga, embasbaca, entristece, não esquece, a distância, a demência, a ânsia, de vida, de vômito, de rota, de corrida, de fuga, de gente, de multidões, de trânsito, de tráfego, de tráfico, de influências, de incoerências, de gente, de drogas, de amarguras, de securas, de frescuras, de almas, conselhos, novas visões, velhas feições, novas ilusões, papo furado, discurso insano, texto insosso, metas sonhadas, metas traçadas, saídas bloqueadas, esperanças perdidas, sem mais sonhos, sem mais ilusões, sem mais nada, só com lembranças, só com cobranças, só com desesperanças, só com a vida.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Ópera

Estranha é a melodia desta ópera da vida. Meus ouvidos tentam, mas não ouvem mais nada. Ritmos, timbres e notas soam fracas, pálidas, despercebidas. Coração guardado, mãos ligeiras, pensamento lento, sorriso enferrujado. A vontade de voar rompeu as amarras que me prendiam à você. O rumo é o do horizonte, onde dormem os astros, os anjos e as criaturas recém libertas.

domingo, 11 de maio de 2008

Whitesnake

Eram 23 horas, quando as cortinas se abriram e David Coverdale perguntou: ”Are you ready?” A partir daí, o que se viu e ouviu foi pauleira pura, misturada com três baladas. Durante duas horas, Coverdale e sua banda contagiaram a todos com seu som pesado e eficiente. A banda, composta por músicos de qualidade, foi um espetáculo à parte. É preciso saber de onde o velho Coverdale tira tanta energia, vitalidade e voz nesses 120 minutos de espetáculo. E, que espetáculo! Como é de praxe, ocupei a minha posição junto à mesa de som, onde um técnico inglês da banda e um brasileiro controlavam tudo. O que vimos a seguir foi de tirar o fôlego e deixar os olhos vidrados no palco. Após o show, o técnico de som me deu a folha com a relação das músicas, que servira no palco de guia para a banda. A relação é a seguinte:
- Intro
- Best Years
- Fool for your lovin’
- Bad boys
- Can you hear the wind
- Love ain’t no stranger
- Lay down your love
- Is this love (Snake dance)
- Crying in the rain
- Deeper the love
- Ain’t no love
- Give me all your love
- Here i go again
E o “bis” com:
- Still of the night
- Burn

Sim, o final do show foi com a antológica “Burn” do Deep Purple, entremeada por “Soldier of Fortune” e “Stormbringer”, para que Coverdale relembre os seus velhos tempos no Purple. Foi isso! Já fazia um bom tempo que eu não assistia a um show desse nível. Que o grande Coverdale tenha forças para continuar trilhando esse caminho, o caminho do velho e bom Rock’n Roll.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Fase

Existe uma época na vida de um homem, em que algumas coisas passam a ter sentido e outras, definitivamente, passam a não ter explicação. A forma de como se chegou até aqui, hoje, agora. A união, a desunião, a alegria da fuga, a paz do vôo alçado, a dor do vôo interrompido e o pânico de estar encarcerado. A maneira de como o tempo passou, de como se criou os filhos e a idéia de como eles serão daqui para a frente. Passam pela mente os amores, as alegrias, as dores, os remorsos e os rancores. Gostos, sabores, aromas, perfumes e dissabores são expostos em telas insistentemente penduradas o mais visível possível na vitrine da mente. Mente? Mentiras, afirmações, dúvidas, incertezas, verdades e acusações. Eis que a hora do balanço chegou. Saldos, salmos, retornos, estornos, saídas e chegadas. Eis que é a vez da partida. O tempo é agora. Eis que a hora é chegada.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Cartões de visita

Achei muito interessante saber que os funcionários de uma grande empresa mundial de brinquedos, ao invés de se utilizarem de um cartão de visitas tradicional, entregam às pessoas uns bonequinhos com as suas características físicas, trazendo seu nome, telefones e e-mail. Comecei a imaginar se todos se utilizassem de procedimentos semelhantes. Não seria interessante? Os médicos ao se apresentarem, forneceriam uma dica de saúde ou um diagnóstico. Os religiosos ofereceriam além de seu nome, um conforto espiritual. Os professores, ao darem a mão, passariam algum conhecimento. Os psicólogos, assistentes sociais e terapeutas junto com a apresentação, ofereceriam uma boa conversa e compreensão. Cada um ofereceria aquilo que possui de melhor. E nós, pessoas comuns, poderíamos oferecer um olhar sincero, um forte aperto de mãos e, por que não, um abraço?

quinta-feira, 1 de maio de 2008

1º de Maio

Hoje, durante uma viagem de trabalho, observei o que acontecia ao longo da estrada. Vi caminhoneiros viajando com suas cargas. Observei tratores arando a terra para semear uma nova lavoura. Percebi frentistas de postos de gasolina e garçons de churrascaria assumindo os seus postos, a fim de atender aos clientes viajantes. Motoristas de ônibus trazendo e levando centenas de pessoas aos seus destinos. Logo adiante, uma fina chuva começou a cair, molhando a terra, o asfalto e refrescando ainda mais o quase frio entardecer. Sim, hoje foi um dia de trabalho! Hoje é o dia do trabalho! Mas, não é feriado? É, mas como em todos os outros dias, é um dia de trabalhar. A Terra não para de girar, a natureza não deixa de derramar as suas chuvas e nós também não paramos. Felizes de nós por termos um trabalho! Parabéns a todos nós, trabalhadores! Nós ajudamos a mover as engrenagens desse mundo!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Apoio

Quantas vezes na vida, somos pressionados por ações, situações, acontecimentos ou pessoas? Quantas vezes nos sentimos encurralados em nós mesmos e temos a necessidade urgente de sermos ouvidos? Nessas horas, necessitamos de um amparo, seja para encontrar uma direção, uma solução, ou simplesmente um ombro para chorar. As situações adversas geralmente nos pegam de surpresa, não nos dando tempo para pensar em uma saída. Nessas horas, como é bom ouvir uma simples palavra, uma palavra amiga! Basta uma expressão, um gesto de apoio, de amizade, de compreensão. Muitas vezes, até um olhar é suficiente para que ergamos a cabeça e sigamos em frente. Que sempre possamos, também nós, oferecer uma palavra de apoio, uma mão amiga ou um olhar sincero a quem necessitar. Assim, certamente os nossos fardos se tornarão mais leves e esse nosso mundo, um lugar melhor para se viver.

terça-feira, 29 de abril de 2008

O espelho

Quem é o velho que insiste em me encarar no espelho? Feições cansadas, olhar sério e quase sem brilho. Mente perturbada pelos pensamentos, dúvidas e lembranças... Mente para si mesmo. Mas, como eu sei disso? E, por que ele insiste em me imitar?

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Cuidados?

A música invade os ouvidos viajando pelo ar, quase sem pedir licença. As notas são tiradas dos instrumentos com zelo e delicadeza. As cordas são dedilhadas com precisão. O ar vindo dos pulmões impele o sopro musical para o mundo. A batuta do maestro conduz todos os tons e acordes. Os passos andam e dançam animadamente pelo palco. Os pincéis e as tintas percorrem as telas, deslizando suavemente. As aquarelas são penduradas e retiradas da parede com luvas, para permanecerem quase intocadas. Os cristais são utilizados com extremo cuidado. A luz reflete toda a sua pureza através deles, onde o rubro vinho é degustado até a última gota. As páginas do antigo livro são manuseadas com extrema leveza, quase sem serem tocadas. Por que, então, ainda marcamos a pele, a mente e a vida das pessoas com brutalidades, mentiras, arrogância e desprezo? Tudo no mundo não poderia soar como uma imensa e afinada sinfonia? E se o numeroso coral entoasse uma só voz? Desconversas, desculpas, nossas culpas... Idéias confinadas no limbo do esquecimento...

domingo, 27 de abril de 2008

O saldo

Gostei muito da aparência de um envelope que encontrei na caixa de correio. Era o extrato bancário de minha conta corrente. Dentro do vistoso envelope, estavam as informações que eu já imaginava. Envelope bonito, saldo mais do que zerado, sorriso amarelo. Em um canto do extrato, um número de telefone que dizia ser um “apoio a clientes”. Encurralado, peguei o telefone e liguei. Do outro lado da linha, uma solícita voz metálica. Educada, me pergunta o que desejo. Pergunto como seria possível quitar o meu saldo devedor, mas confesso que é complicado. Para minha surpresa, a voz recuperou um tom humano, e disse: “É, amigo, a vida te cobra pelos investimentos errados...!” Agradeci e desliguei. Ao deitar no tapete da sala, contabilizei o imenso rombo aberto nas finanças e nas relações com as pessoas e com a vida...! Incompetência, demência, falta de rumo ou orientação? Acho que estou perdido... Como eu saio daqui? Como pagar por tudo isso?

sábado, 26 de abril de 2008

Não era para sempre?

Antigamente, eu pensava que tudo era interminável, era para sempre. A casa, as relações, os móveis, as amizades, a antiga televisão valvulada, a lealdade e tudo o mais. Com o tempo, o sofá rasgou, a satisfação acabou e a louça se quebrou. A roupa desbotou e a velha televisão queimou. Com a vida, eu também aprendi que, coisas que deveriam ser inteiras, não o são. Convivemos com um meio casamento, meia relação, meia amizade, meio salário e meia alegria de viver. Acabamos acostumando com meio tanque de gasolina no carro, meio pão francês no café e uma meia taça de vinho no jantar. Isso é uma vida pela metade ou é apenas meia felicidade? Que saudades da antiga televisão valvulada que, em suas imagens em preto e branco, me permitia imaginar a vida colorida!