quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Deep Purple em Curitiba, 12/10/2011...

Noite de quarta-feira, não muito fria e quase sem trânsito devido ao feriado nacional. Saí de casa duas horas antes para garantir uma chegada ao teatro sem problemas. No rádio do carro, tocando Better Switch Symphony do The Verve. Uma passada no posto de combustíveis para abastecer o carro, pois a volta será tarde. O complexo da Universidade Positivo, onde se localiza o teatro de mesmo nome, é algo fora do comum pelas dimensões, organização e beleza. Portarias abertas, público chegando e o movimento crescendo para esperar pelo começo do show.
Uns dez minutos depois da hora marcada, as luzes se apagam e ouve-se os primeiros acordes de “Highway Star”. O som pulsa forte e o público delira. O último a entrar no palco é Ian Gillan. Vestindo calça e camisa azuis, sapatos pretos e óculos escuros acima da testa, parece mais um bem comportado senhor do alto de seus 66 anos de idade. Passos lentos, milimetricamente medidos e sempre em linha reta, ele anda com o porte de um autêntico lorde inglês. Será a idade? O cansaço do palco? Pode ser. Mas, ao soltar a voz, o cara ainda é bom, embora não seja nem a sombra do que já foi um dia. Roger Glover no baixo e Ian Paice na bateria, indiscutivelmente continuam muito bons, como os velhos vinhos. Don Airey nos teclados e Steve Morse na guitarra são bons músicos, mas em tempo algum substituem a altura Jon Lord e Ritchie Blackmore. Com estes dois últimos, era feita a minha formação favorita da banda. O show segue o seu ritmo e eu continuo intrigado com o jeito impecável e quase militar dos passos de Ian Gillan. Dezesseis músicas depois, terminando com Smoke on the Water, e ante um público enlouquecido, os caras saem do palco. Alguns minutos depois, voltam para o bis e tiram as últimas forças para tocar mais três músicas, incluindo um bom solo de baixo de Roger Glover, terminando apoteoticamente com Black Night, hit que sempre tira do sério o público de Curitiba e que o Purple não deixa de tocar por essas paragens.
Depois disso, os caras se despedem, jogam toalhas, palhetas e baquetas para a platéia e vão embora em definitivo. Enfim, trata-se de um show burocraticamente bem feito e aquém do que já foi um dia, mas absolutamente imperdível!






Texto e fotos: Jefferson Dieckmann

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