quinta-feira, 30 de junho de 2011

Shows que assisti e gostei - Deep Purple






Curitiba, 23 de fevereiro de 2008. O cenário externo era de garoa fina e fria. Na entrada, capa plástica comprada na hora, para se proteger. O local, o Hellooch, lotado. Não me perguntem como, mas eu fiquei na mesa de som, atrás dos técnicos que pilotavam o que se passava no palco, tendo uma visão privilegiada de tudo. Exatamente às 22h16min, entram no palco, em fila indiana, os sexagenários Ian Gillan, Roger Glover e Ian Paice, acompanhados de seus pupilos Don Airey e Steve Morse. De cara, atacam com Pictures of Home do álbum Machine Head, de 1972. O público curitibano se levanta num prenúncio do que viria a seguir. Embora esse show seja para divulgar o mais novo álbum, Rapture of the Deep, o que se viu foi uma infinidade de músicas antigas, diga-se de passagem, as melhores. Ouviu-se Lazy, Strange kind of Woman, Space Truckin, The Battle Rages On, Perfect Strangers, entre outras. A cada pequeno intervalo, o público entoava o refrão de Black Night, o que já é praxe nos shows do Purple em Curitiba. Parece que esse, é o som preferido do pessoal por aqui. Um a um, os hits foram desfilando ante nossos olhos e ouvidos atentos, até que chegamos ao final do show, com as imperdíveis Highway Star e, é claro, Smoke on the Water. A casa veio abaixo. A velha cena de sempre, com os caras saindo do palco e dando um tempo para o bis. Enquanto isso, a platéia não parava de cantar o refrão de Black Night. O bis veio com Hush, levantando novamente o povo, e para finalizar, o pedido oficial dos curitibanos: Black Night. Era exatamente meia noite, quando os últimos acordes soaram, deixando todo mundo querendo mais, que não viria. Na saída do palco, membros da produção jogavam toalhas nas costas dos vovôs do rock, pois lá fora a garoa continuava e, amanhã tem show em São Paulo. O espetáculo e a vida continuam. Embora Gillan, Glover, Paice e companhia levem as coisas no palco mais no jogo de cintura do que na pancada como antigamente, o Purple é como os bons vinhos, ou seja, quanto mais velho, melhor. Eu cumpri a minha parte; pela quinta vez, fui conferir o desempenho dos parceiros de longa data. Se tudo correr bem e sem percalços pelo caminho, em 2010 tem mais! Vida longa, Deep Puple! O show não pode parar!


24/02/2008
01h 41min

Fotos: Jefferson Dieckmann
com celular Nokia
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