segunda-feira, 9 de março de 2009

No jardim

Hoje cedo, liguei para a minha mãe, como eu faço quase sempre. Lá estava ela, no jardim. Feliz e animada do alto dos seus oitenta e quatro anos, me disse que havia levantado cedo, tomado café e ido limpar os canteiros, replantar algumas mudas de flores e regar as suas plantas. Fiquei muito feliz ao sentir em sua voz, a disposição e a vitalidade. Após passar uma vida de lutas e dificuldades, auxiliando meu pai a nos criar, educar e dar o melhor que ela pode, nada mais justo poder se dedicar às linhas, às lãs, ao jardim e às flores. É a recompensa de uma mulher guerreira que sempre lutou bravamente por seus filhos e sua família. Felizes daquelas flores, que podem sentir hoje, o carinho daquelas mãos trabalhadoras e bondosas. Tenho certeza que aquele, é o jardim mais bonito da vizinhança! Existe carinho e amor, além de terra, naqueles canteiros.
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