segunda-feira, 23 de junho de 2008
O frio
Nos últimos dias, já temos experimentado as sensações de frio trazidas antes mesmo do início oficial do inverno. Baixas temperaturas, que embelezam a paisagem com as roupas coloridas dos turistas que procuram pela neve e, ao mesmo tempo, enchem de preocupação os nossos irmãos mais carentes de abrigo e de roupas quentes. O frio traz, sem dúvidas, belas imagens e boas sensações com a lareira acesa e uma boa sopa quente acompanhada de uma taça de vinho. Mas, o frio que preocupa e que está cada vez mais presente, é o frio nos corações das pessoas. Temos assistido brigas de gangues de jovens que se matam sem cerimônia e sem motivos. Discussões no trânsito transformam pacatos cidadãos em criaturas bárbaras, capazes das maiores demonstrações de violência, instantaneamente. O frio do inverno é suportado com agasalhos, banhos quentes e calor humano. Mas, e o frio cada vez mais presente nos sentimentos, reações e atitudes das pessoas? O que fazer para, ao menos amenizar, as demonstrações do intenso e permanente frio glacial dos corações humanos?
sábado, 14 de junho de 2008
Sexta-feira 13!
Ontem, foi sexta-feira 13! Há quem se apavore com essa data e logo pense no azar que ela pode trazer. Ora, quem já tem trânsito caótico todos os dias, políticos corruptos nos governando, falta de dinheiro, de oportunidades, de saúde pública, de transporte coletivo decente, perturbações do chefe, casamentos falidos e coisas assim, por que esperar mais azar nesse dia? Boa sorte para nós! Estamos precisando...
terça-feira, 3 de junho de 2008
Tempestade
A chuva molha o meu rosto e escorre junto com as lágrimas que insistem também em cair. Terra e alma encharcadas. O aguaceiro só não é maior que a tempestade que trago dentro de mim. Por que ainda sobrevivo a você? Por que a água não lava lembranças e não carrega desespero também? Ela só me molha...
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Nazareth
A noite não era muito propícia, pois era quinta-feira e na manhã seguinte tinha trabalho. Mesmo assim, a Hellooch estava lotada para receber os escoceses do Nazareth. O público era o mais diverso, com metaleiros, Harleyros, casais quarentões e simpáticos senhores, livres dos ternos usados durante o expediente do dia. A animação era grande. Antes do início do show, passava nos telões sons e imagens dos mais variados, como Status Quo, AC/DC, Kiss, Deep Purple, Led Zeppelin e outros tantos. A cada música, o povo cantava junto, mostrando que sabia todas as letras. Me posicionei no meu lugar oficial, junto à mesa de som. Quando o técnico da banda chegou e se preparava para o show, pedi que ao término ele me fornecesse a folha de papel com o "set list". Pedido atendido, roteiro do espetáculo assegurado, voltei os olhos para o palco. Passava um pouco das 23 horas, quando soou Beggars Day, anunciando o que viria a seguir. Os veteranos Dan McCafferty nos vocais e Pete Agnew no baixo davam o tom, acompanhados pelo filho de Pete, Lee Agnew na bateria e por Jimmy Murrison na guitarra. O som, pesado e eficiente, ecoou por duas horas, agradando a todos.
Ouviu-se, na ordem, as seguintes músicas:
Beggars day
Keep on travellin
Razamanaz
This flight
Day at the beach
My white bicycle
Enough love
Holiday
Whiskey drinkin woman
The gathering
Expect no mercy
H.O.D
Love hurts
Dream on
Morning dew
Love leads to madness
Cento e vinte minutos depois, cheguei a duas conclusões. A primeira é que Curitiba definitivamente está na rota das grandes bandas do rock mundial. A segunda, é que assim como o uísque de seu país, os escoceses do Nazareth são cada vez mais apreciados com o passar dos anos.
Ouviu-se, na ordem, as seguintes músicas:
Beggars day
Keep on travellin
Razamanaz
This flight
Day at the beach
My white bicycle
Enough love
Holiday
Whiskey drinkin woman
The gathering
Expect no mercy
H.O.D
Love hurts
Dream on
Morning dew
Love leads to madness
Cento e vinte minutos depois, cheguei a duas conclusões. A primeira é que Curitiba definitivamente está na rota das grandes bandas do rock mundial. A segunda, é que assim como o uísque de seu país, os escoceses do Nazareth são cada vez mais apreciados com o passar dos anos.
sábado, 17 de maio de 2008
Seqüência (a vida é bela)
A vida é assim, o roto fala do esfarrapado e comenta sobre a bala de hortelã, o farol aceso do carro, o sofá rasgado, o quadro novo na parede, as mágoas, as mangas, os mangás, as sensações, o suco azedo de limão, as dores ardidas no coração, o som alto do show de rock, a tentativa de ver, de ser visto, de ser ouvido, de ser esquecido, de nunca ter feito, de nunca ter sido, de nunca ter existido, do professor que tenta, do mestre que fala, dos alunos que não ouvem, dos pupilos que não querem, dos sorrisos metálicos, dos sorrisos forçados, dos risos amarelos, dos sentimentos amarelados, dos pobres, dos coitados, coitos corridos, coitos cortados, coitos varridos, doidos sentidos, sentimentos esquecidos, relacionamentos desfeitos, relações perdidas, elos vividos, elos odiados, elos esquecidos, do texto não escrito, da frase só pensada, do livro não recebido, do livro não lido, do livro relegado, do livro esquecido, da revista, da sacanagem, da engrenagem, da nudez, da rudez, da robustez, da mentira, do engano, do engodo, do entorno, do estorno, do nojo, do respeito, da verdade, da quase mentira, do torpe, do incansável, do asqueroso, do negociante, do trapaceiro, do nojento, do ladrão de sono, do ladrão de chances, do ladrão de alegrias, do ladrão de oportunidades, do ladrão de sonhos, da infância perdida, da juventude esquecida, do choro incontido, do tapa sentido, do rosto molhado, de chuva, de lágrimas, de mágoas, do rosto endurecido, do riso reprimido a tapas, a socos, a pontapés, no porão, no mastro, no convés, não convém, não importa, não interessa, a quem, por que, o que, que coisas, tudo passa, é passageiro, é cobrador, a vida cobra, mostra, bate, impõe, respira, humilha, aborrece, entristece, afugenta, esquece, engasga, embasbaca, entristece, não esquece, a distância, a demência, a ânsia, de vida, de vômito, de rota, de corrida, de fuga, de gente, de multidões, de trânsito, de tráfego, de tráfico, de influências, de incoerências, de gente, de drogas, de amarguras, de securas, de frescuras, de almas, conselhos, novas visões, velhas feições, novas ilusões, papo furado, discurso insano, texto insosso, metas sonhadas, metas traçadas, saídas bloqueadas, esperanças perdidas, sem mais sonhos, sem mais ilusões, sem mais nada, só com lembranças, só com cobranças, só com desesperanças, só com a vida.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Ópera
Estranha é a melodia desta ópera da vida. Meus ouvidos tentam, mas não ouvem mais nada. Ritmos, timbres e notas soam fracas, pálidas, despercebidas. Coração guardado, mãos ligeiras, pensamento lento, sorriso enferrujado. A vontade de voar rompeu as amarras que me prendiam à você. O rumo é o do horizonte, onde dormem os astros, os anjos e as criaturas recém libertas.
domingo, 11 de maio de 2008
Whitesnake
Eram 23 horas, quando as cortinas se abriram e David Coverdale perguntou: ”Are you ready?” A partir daí, o que se viu e ouviu foi pauleira pura, misturada com três baladas. Durante duas horas, Coverdale e sua banda contagiaram a todos com seu som pesado e eficiente. A banda, composta por músicos de qualidade, foi um espetáculo à parte. É preciso saber de onde o velho Coverdale tira tanta energia, vitalidade e voz nesses 120 minutos de espetáculo. E, que espetáculo! Como é de praxe, ocupei a minha posição junto à mesa de som, onde um técnico inglês da banda e um brasileiro controlavam tudo. O que vimos a seguir foi de tirar o fôlego e deixar os olhos vidrados no palco. Após o show, o técnico de som me deu a folha com a relação das músicas, que servira no palco de guia para a banda. A relação é a seguinte:
- Intro
- Best Years
- Fool for your lovin’
- Bad boys
- Can you hear the wind
- Love ain’t no stranger
- Lay down your love
- Is this love (Snake dance)
- Crying in the rain
- Deeper the love
- Ain’t no love
- Give me all your love
- Here i go again
E o “bis” com:
- Still of the night
- Burn
Sim, o final do show foi com a antológica “Burn” do Deep Purple, entremeada por “Soldier of Fortune” e “Stormbringer”, para que Coverdale relembre os seus velhos tempos no Purple. Foi isso! Já fazia um bom tempo que eu não assistia a um show desse nível. Que o grande Coverdale tenha forças para continuar trilhando esse caminho, o caminho do velho e bom Rock’n Roll.
- Intro
- Best Years
- Fool for your lovin’
- Bad boys
- Can you hear the wind
- Love ain’t no stranger
- Lay down your love
- Is this love (Snake dance)
- Crying in the rain
- Deeper the love
- Ain’t no love
- Give me all your love
- Here i go again
E o “bis” com:
- Still of the night
- Burn
Sim, o final do show foi com a antológica “Burn” do Deep Purple, entremeada por “Soldier of Fortune” e “Stormbringer”, para que Coverdale relembre os seus velhos tempos no Purple. Foi isso! Já fazia um bom tempo que eu não assistia a um show desse nível. Que o grande Coverdale tenha forças para continuar trilhando esse caminho, o caminho do velho e bom Rock’n Roll.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Fase
Existe uma época na vida de um homem, em que algumas coisas passam a ter sentido e outras, definitivamente, passam a não ter explicação. A forma de como se chegou até aqui, hoje, agora. A união, a desunião, a alegria da fuga, a paz do vôo alçado, a dor do vôo interrompido e o pânico de estar encarcerado. A maneira de como o tempo passou, de como se criou os filhos e a idéia de como eles serão daqui para a frente. Passam pela mente os amores, as alegrias, as dores, os remorsos e os rancores. Gostos, sabores, aromas, perfumes e dissabores são expostos em telas insistentemente penduradas o mais visível possível na vitrine da mente. Mente? Mentiras, afirmações, dúvidas, incertezas, verdades e acusações. Eis que a hora do balanço chegou. Saldos, salmos, retornos, estornos, saídas e chegadas. Eis que é a vez da partida. O tempo é agora. Eis que a hora é chegada.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Cartões de visita
Achei muito interessante saber que os funcionários de uma grande empresa mundial de brinquedos, ao invés de se utilizarem de um cartão de visitas tradicional, entregam às pessoas uns bonequinhos com as suas características físicas, trazendo seu nome, telefones e e-mail. Comecei a imaginar se todos se utilizassem de procedimentos semelhantes. Não seria interessante? Os médicos ao se apresentarem, forneceriam uma dica de saúde ou um diagnóstico. Os religiosos ofereceriam além de seu nome, um conforto espiritual. Os professores, ao darem a mão, passariam algum conhecimento. Os psicólogos, assistentes sociais e terapeutas junto com a apresentação, ofereceriam uma boa conversa e compreensão. Cada um ofereceria aquilo que possui de melhor. E nós, pessoas comuns, poderíamos oferecer um olhar sincero, um forte aperto de mãos e, por que não, um abraço?
quinta-feira, 1 de maio de 2008
1º de Maio
Hoje, durante uma viagem de trabalho, observei o que acontecia ao longo da estrada. Vi caminhoneiros viajando com suas cargas. Observei tratores arando a terra para semear uma nova lavoura. Percebi frentistas de postos de gasolina e garçons de churrascaria assumindo os seus postos, a fim de atender aos clientes viajantes. Motoristas de ônibus trazendo e levando centenas de pessoas aos seus destinos. Logo adiante, uma fina chuva começou a cair, molhando a terra, o asfalto e refrescando ainda mais o quase frio entardecer. Sim, hoje foi um dia de trabalho! Hoje é o dia do trabalho! Mas, não é feriado? É, mas como em todos os outros dias, é um dia de trabalhar. A Terra não para de girar, a natureza não deixa de derramar as suas chuvas e nós também não paramos. Felizes de nós por termos um trabalho! Parabéns a todos nós, trabalhadores! Nós ajudamos a mover as engrenagens desse mundo!
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Apoio
Quantas vezes na vida, somos pressionados por ações, situações, acontecimentos ou pessoas? Quantas vezes nos sentimos encurralados em nós mesmos e temos a necessidade urgente de sermos ouvidos? Nessas horas, necessitamos de um amparo, seja para encontrar uma direção, uma solução, ou simplesmente um ombro para chorar. As situações adversas geralmente nos pegam de surpresa, não nos dando tempo para pensar em uma saída. Nessas horas, como é bom ouvir uma simples palavra, uma palavra amiga! Basta uma expressão, um gesto de apoio, de amizade, de compreensão. Muitas vezes, até um olhar é suficiente para que ergamos a cabeça e sigamos em frente. Que sempre possamos, também nós, oferecer uma palavra de apoio, uma mão amiga ou um olhar sincero a quem necessitar. Assim, certamente os nossos fardos se tornarão mais leves e esse nosso mundo, um lugar melhor para se viver.
terça-feira, 29 de abril de 2008
O espelho
Quem é o velho que insiste em me encarar no espelho? Feições cansadas, olhar sério e quase sem brilho. Mente perturbada pelos pensamentos, dúvidas e lembranças... Mente para si mesmo. Mas, como eu sei disso? E, por que ele insiste em me imitar?
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Cuidados?
A música invade os ouvidos viajando pelo ar, quase sem pedir licença. As notas são tiradas dos instrumentos com zelo e delicadeza. As cordas são dedilhadas com precisão. O ar vindo dos pulmões impele o sopro musical para o mundo. A batuta do maestro conduz todos os tons e acordes. Os passos andam e dançam animadamente pelo palco. Os pincéis e as tintas percorrem as telas, deslizando suavemente. As aquarelas são penduradas e retiradas da parede com luvas, para permanecerem quase intocadas. Os cristais são utilizados com extremo cuidado. A luz reflete toda a sua pureza através deles, onde o rubro vinho é degustado até a última gota. As páginas do antigo livro são manuseadas com extrema leveza, quase sem serem tocadas. Por que, então, ainda marcamos a pele, a mente e a vida das pessoas com brutalidades, mentiras, arrogância e desprezo? Tudo no mundo não poderia soar como uma imensa e afinada sinfonia? E se o numeroso coral entoasse uma só voz? Desconversas, desculpas, nossas culpas... Idéias confinadas no limbo do esquecimento...
domingo, 27 de abril de 2008
O saldo
Gostei muito da aparência de um envelope que encontrei na caixa de correio. Era o extrato bancário de minha conta corrente. Dentro do vistoso envelope, estavam as informações que eu já imaginava. Envelope bonito, saldo mais do que zerado, sorriso amarelo. Em um canto do extrato, um número de telefone que dizia ser um “apoio a clientes”. Encurralado, peguei o telefone e liguei. Do outro lado da linha, uma solícita voz metálica. Educada, me pergunta o que desejo. Pergunto como seria possível quitar o meu saldo devedor, mas confesso que é complicado. Para minha surpresa, a voz recuperou um tom humano, e disse: “É, amigo, a vida te cobra pelos investimentos errados...!” Agradeci e desliguei. Ao deitar no tapete da sala, contabilizei o imenso rombo aberto nas finanças e nas relações com as pessoas e com a vida...! Incompetência, demência, falta de rumo ou orientação? Acho que estou perdido... Como eu saio daqui? Como pagar por tudo isso?
sábado, 26 de abril de 2008
Não era para sempre?
Antigamente, eu pensava que tudo era interminável, era para sempre. A casa, as relações, os móveis, as amizades, a antiga televisão valvulada, a lealdade e tudo o mais. Com o tempo, o sofá rasgou, a satisfação acabou e a louça se quebrou. A roupa desbotou e a velha televisão queimou. Com a vida, eu também aprendi que, coisas que deveriam ser inteiras, não o são. Convivemos com um meio casamento, meia relação, meia amizade, meio salário e meia alegria de viver. Acabamos acostumando com meio tanque de gasolina no carro, meio pão francês no café e uma meia taça de vinho no jantar. Isso é uma vida pela metade ou é apenas meia felicidade? Que saudades da antiga televisão valvulada que, em suas imagens em preto e branco, me permitia imaginar a vida colorida!
sexta-feira, 25 de abril de 2008
O mundo virtual de cada um
Ouvi isso de um amigo e concordei com ele. Essa é uma verdade inquestionável. Atualmente, com a moderna tecnologia, temos e fazemos coisas fantásticas na Internet. Temos informação, conhecimento, diversão, novos relacionamentos e muito mais. Tudo isso, mostrado na tela do nosso computador. Assim, conhecemos pessoas, iniciamos relacionamentos e percorremos o mundo, apenas com alguns toques no teclado. Desse modo, entramos no chamado mundo virtual. Temos até a possibilidade de criar um personagem e viver uma segunda vida nesse inovador e fantástico mundo virtual. Mas, o que é afinal, esse mundo virtual? Ora, não é um mundo no qual criamos e mantemos coisas que, embora estejam lá, não podemos tocar? Não é um local onde criamos as nossas fantasias, coisas impossíveis na vida real, e as realizamos? Lá, nós somos, fazemos e temos o que quisermos. É uma maravilha, embora não seja real. Trazendo isso para a realidade palpável, não podemos dizer que uma boa porção da raça humana vive em um mundo virtual, mesmo sem nunca ter visto um computador? Quantos sonham com um prato de comida e não tem? Quantos se imaginam morando em uma casa e, quando abrem os olhos vêem apenas um viaduto ou uma caixa de papelão no chão? Quantos necessitam de um atendimento médico e morrem nas portas de um hospital público superlotado? Quantas crianças imaginam ter o amor de um pai e uma mãe, ganhar brinquedos no Natal e possuem apenas a dura realidade do abandono e da vida nas ruas? Todas essas coisas estão lá, a um toque da mão, mas eles não as possuem. Então, todos esses sonhos e anseios destes nossos irmãos, não fazem parte de um mundo virtual? Por que o virtual deles é mais duro que o nosso? Então, realmente, o que é virtual? Enquanto não encontrarmos essa resposta, teremos dois mundos distintos compartilhando o mesmo espaço. Só que, as mensagens eletrônicas são verdadeiramente virtuais, enquanto que a fome, a miséria e o abandono são cruelmente reais.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Esquinar
Nestas ruas, vielas e becos da existência, saio, tomo chuva, corro muito e chego seco. A cada caso, a cada choro, a cada escárnio, a cada sentimento, a cada acaso, a cada trauma, a cada alento, paro e penso. Nesse esquinar da vida, tomo fôlego, olho em frente, decido o rumo, sigo o vento...
quarta-feira, 23 de abril de 2008
O livro
Contos, crônicas, romances, poesias, biografias e muito, muito mais. Isso é o que os livros nos mostram, nos trazem, nos oferecem. São as páginas dos livros que nos dão asas para voar por espaços imaginários, ir até o horizonte e além. Dentro dos livros, vestimos a capa do herói, empunhamos a espada do cavaleiro ou voamos através do espaço como um cosmonauta. Tudo isso, sem sairmos do chão, ou sequer da poltrona. Que poder e que fascinação tem o livro sobre nós? É algo mágico, misterioso e muito bom! Para cada autor, os seus livros são como filhos que são enviados ao mundo para serem arautos das idéias e pensamentos do pai. Para cada leitor, o livro é uma passagem comprada rumo ao infinito, aos confins da imaginação. Que fascínio ímpar possuem essas folhas de papel unidas e ordenadas, a conduzir os seus escritos! Hoje, dia 23 de abril, comemoramos o Dia Mundial do Livro. Parabéns! Parabéns à todos, condutores e passageiros, que se deixam levar em viagens fantásticas, através das páginas de um livro!
Quem tem nas mãos um livro, mesmo encarcerado, é livre. Então, vamos ler mais?
Quem tem nas mãos um livro, mesmo encarcerado, é livre. Então, vamos ler mais?
terça-feira, 22 de abril de 2008
Regras, que regras?
Acho que não é mania de perfeição. Penso que seria o mínimo a ser feito. Por que, um grande número de pessoas insiste em não cumprir as normas, as regras de convivência, por mais simples que elas sejam? Tenho observado quase que diariamente, que as coisas mais banais não são observadas e cumpridas. Exemplos? Nas empresas, onde existem mesas com café e leite coletivos, após se servirem, as pessoas não fecham as garrafas térmicas. Isso faz com que os próximos colegas a se servirem, encontrem as bebidas já frias. Nos banheiros de uso coletivo, constantemente as pessoas ditas civilizadas, não se preocupam em deixar o ambiente limpo para o próximo usuário, que pode ser ele próprio. Quantos vizinhos nós conhecemos, que colocam na rua o seu lixo, mesmo sabendo que aquele não é um dia de coleta? O resultado, na maioria das vezes, é vermos esses dejetos espalhados pelo chão por cães e gatos. Fatos mais graves são também causados pelo descaso dos cidadãos. O que dizer das inúmeras mortes e lesões permanentes em pessoas inocentes, provocadas por acidentes de trânsito? Muitos desses casos são conseqüência das atitudes de alguns indivíduos. São péssimos motoristas que, simplesmente se recusam a obedecer às mais básicas regras de trânsito. Excesso de velocidade, avanço em sinal fechado e invasão de vias preferenciais são alguns exemplos dessa conduta insana. O que está acontecendo com o ser humano? A medida que o mundo evolui, os seus habitantes estão regredindo? As pessoas se acham muito "espertas", a ponto de se sentirem superiores às leis e normas de conduta? Esse é um questionamento que eu faço todos os dias. A nossa vida em sociedade não seria muito melhor se essas noções básicas fossem respeitadas e cumpridas? Com a palavra, a consciência. De quem tem, é claro...!
segunda-feira, 21 de abril de 2008
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