quarta-feira, 30 de abril de 2008

Apoio

Quantas vezes na vida, somos pressionados por ações, situações, acontecimentos ou pessoas? Quantas vezes nos sentimos encurralados em nós mesmos e temos a necessidade urgente de sermos ouvidos? Nessas horas, necessitamos de um amparo, seja para encontrar uma direção, uma solução, ou simplesmente um ombro para chorar. As situações adversas geralmente nos pegam de surpresa, não nos dando tempo para pensar em uma saída. Nessas horas, como é bom ouvir uma simples palavra, uma palavra amiga! Basta uma expressão, um gesto de apoio, de amizade, de compreensão. Muitas vezes, até um olhar é suficiente para que ergamos a cabeça e sigamos em frente. Que sempre possamos, também nós, oferecer uma palavra de apoio, uma mão amiga ou um olhar sincero a quem necessitar. Assim, certamente os nossos fardos se tornarão mais leves e esse nosso mundo, um lugar melhor para se viver.

terça-feira, 29 de abril de 2008

O espelho

Quem é o velho que insiste em me encarar no espelho? Feições cansadas, olhar sério e quase sem brilho. Mente perturbada pelos pensamentos, dúvidas e lembranças... Mente para si mesmo. Mas, como eu sei disso? E, por que ele insiste em me imitar?

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Cuidados?

A música invade os ouvidos viajando pelo ar, quase sem pedir licença. As notas são tiradas dos instrumentos com zelo e delicadeza. As cordas são dedilhadas com precisão. O ar vindo dos pulmões impele o sopro musical para o mundo. A batuta do maestro conduz todos os tons e acordes. Os passos andam e dançam animadamente pelo palco. Os pincéis e as tintas percorrem as telas, deslizando suavemente. As aquarelas são penduradas e retiradas da parede com luvas, para permanecerem quase intocadas. Os cristais são utilizados com extremo cuidado. A luz reflete toda a sua pureza através deles, onde o rubro vinho é degustado até a última gota. As páginas do antigo livro são manuseadas com extrema leveza, quase sem serem tocadas. Por que, então, ainda marcamos a pele, a mente e a vida das pessoas com brutalidades, mentiras, arrogância e desprezo? Tudo no mundo não poderia soar como uma imensa e afinada sinfonia? E se o numeroso coral entoasse uma só voz? Desconversas, desculpas, nossas culpas... Idéias confinadas no limbo do esquecimento...

domingo, 27 de abril de 2008

O saldo

Gostei muito da aparência de um envelope que encontrei na caixa de correio. Era o extrato bancário de minha conta corrente. Dentro do vistoso envelope, estavam as informações que eu já imaginava. Envelope bonito, saldo mais do que zerado, sorriso amarelo. Em um canto do extrato, um número de telefone que dizia ser um “apoio a clientes”. Encurralado, peguei o telefone e liguei. Do outro lado da linha, uma solícita voz metálica. Educada, me pergunta o que desejo. Pergunto como seria possível quitar o meu saldo devedor, mas confesso que é complicado. Para minha surpresa, a voz recuperou um tom humano, e disse: “É, amigo, a vida te cobra pelos investimentos errados...!” Agradeci e desliguei. Ao deitar no tapete da sala, contabilizei o imenso rombo aberto nas finanças e nas relações com as pessoas e com a vida...! Incompetência, demência, falta de rumo ou orientação? Acho que estou perdido... Como eu saio daqui? Como pagar por tudo isso?

sábado, 26 de abril de 2008

Não era para sempre?

Antigamente, eu pensava que tudo era interminável, era para sempre. A casa, as relações, os móveis, as amizades, a antiga televisão valvulada, a lealdade e tudo o mais. Com o tempo, o sofá rasgou, a satisfação acabou e a louça se quebrou. A roupa desbotou e a velha televisão queimou. Com a vida, eu também aprendi que, coisas que deveriam ser inteiras, não o são. Convivemos com um meio casamento, meia relação, meia amizade, meio salário e meia alegria de viver. Acabamos acostumando com meio tanque de gasolina no carro, meio pão francês no café e uma meia taça de vinho no jantar. Isso é uma vida pela metade ou é apenas meia felicidade? Que saudades da antiga televisão valvulada que, em suas imagens em preto e branco, me permitia imaginar a vida colorida!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

O mundo virtual de cada um

Ouvi isso de um amigo e concordei com ele. Essa é uma verdade inquestionável. Atualmente, com a moderna tecnologia, temos e fazemos coisas fantásticas na Internet. Temos informação, conhecimento, diversão, novos relacionamentos e muito mais. Tudo isso, mostrado na tela do nosso computador. Assim, conhecemos pessoas, iniciamos relacionamentos e percorremos o mundo, apenas com alguns toques no teclado. Desse modo, entramos no chamado mundo virtual. Temos até a possibilidade de criar um personagem e viver uma segunda vida nesse inovador e fantástico mundo virtual. Mas, o que é afinal, esse mundo virtual? Ora, não é um mundo no qual criamos e mantemos coisas que, embora estejam lá, não podemos tocar? Não é um local onde criamos as nossas fantasias, coisas impossíveis na vida real, e as realizamos? Lá, nós somos, fazemos e temos o que quisermos. É uma maravilha, embora não seja real. Trazendo isso para a realidade palpável, não podemos dizer que uma boa porção da raça humana vive em um mundo virtual, mesmo sem nunca ter visto um computador? Quantos sonham com um prato de comida e não tem? Quantos se imaginam morando em uma casa e, quando abrem os olhos vêem apenas um viaduto ou uma caixa de papelão no chão? Quantos necessitam de um atendimento médico e morrem nas portas de um hospital público superlotado? Quantas crianças imaginam ter o amor de um pai e uma mãe, ganhar brinquedos no Natal e possuem apenas a dura realidade do abandono e da vida nas ruas? Todas essas coisas estão lá, a um toque da mão, mas eles não as possuem. Então, todos esses sonhos e anseios destes nossos irmãos, não fazem parte de um mundo virtual? Por que o virtual deles é mais duro que o nosso? Então, realmente, o que é virtual? Enquanto não encontrarmos essa resposta, teremos dois mundos distintos compartilhando o mesmo espaço. Só que, as mensagens eletrônicas são verdadeiramente virtuais, enquanto que a fome, a miséria e o abandono são cruelmente reais.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Esquinar

Nestas ruas, vielas e becos da existência, saio, tomo chuva, corro muito e chego seco. A cada caso, a cada choro, a cada escárnio, a cada sentimento, a cada acaso, a cada trauma, a cada alento, paro e penso. Nesse esquinar da vida, tomo fôlego, olho em frente, decido o rumo, sigo o vento...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O livro

Contos, crônicas, romances, poesias, biografias e muito, muito mais. Isso é o que os livros nos mostram, nos trazem, nos oferecem. São as páginas dos livros que nos dão asas para voar por espaços imaginários, ir até o horizonte e além. Dentro dos livros, vestimos a capa do herói, empunhamos a espada do cavaleiro ou voamos através do espaço como um cosmonauta. Tudo isso, sem sairmos do chão, ou sequer da poltrona. Que poder e que fascinação tem o livro sobre nós? É algo mágico, misterioso e muito bom! Para cada autor, os seus livros são como filhos que são enviados ao mundo para serem arautos das idéias e pensamentos do pai. Para cada leitor, o livro é uma passagem comprada rumo ao infinito, aos confins da imaginação. Que fascínio ímpar possuem essas folhas de papel unidas e ordenadas, a conduzir os seus escritos! Hoje, dia 23 de abril, comemoramos o Dia Mundial do Livro. Parabéns! Parabéns à todos, condutores e passageiros, que se deixam levar em viagens fantásticas, através das páginas de um livro!
Quem tem nas mãos um livro, mesmo encarcerado, é livre. Então, vamos ler mais?

terça-feira, 22 de abril de 2008

Regras, que regras?

Acho que não é mania de perfeição. Penso que seria o mínimo a ser feito. Por que, um grande número de pessoas insiste em não cumprir as normas, as regras de convivência, por mais simples que elas sejam? Tenho observado quase que diariamente, que as coisas mais banais não são observadas e cumpridas. Exemplos? Nas empresas, onde existem mesas com café e leite coletivos, após se servirem, as pessoas não fecham as garrafas térmicas. Isso faz com que os próximos colegas a se servirem, encontrem as bebidas já frias. Nos banheiros de uso coletivo, constantemente as pessoas ditas civilizadas, não se preocupam em deixar o ambiente limpo para o próximo usuário, que pode ser ele próprio. Quantos vizinhos nós conhecemos, que colocam na rua o seu lixo, mesmo sabendo que aquele não é um dia de coleta? O resultado, na maioria das vezes, é vermos esses dejetos espalhados pelo chão por cães e gatos. Fatos mais graves são também causados pelo descaso dos cidadãos. O que dizer das inúmeras mortes e lesões permanentes em pessoas inocentes, provocadas por acidentes de trânsito? Muitos desses casos são conseqüência das atitudes de alguns indivíduos. São péssimos motoristas que, simplesmente se recusam a obedecer às mais básicas regras de trânsito. Excesso de velocidade, avanço em sinal fechado e invasão de vias preferenciais são alguns exemplos dessa conduta insana. O que está acontecendo com o ser humano? A medida que o mundo evolui, os seus habitantes estão regredindo? As pessoas se acham muito "espertas", a ponto de se sentirem superiores às leis e normas de conduta? Esse é um questionamento que eu faço todos os dias. A nossa vida em sociedade não seria muito melhor se essas noções básicas fossem respeitadas e cumpridas? Com a palavra, a consciência. De quem tem, é claro...!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

domingo, 20 de abril de 2008

Letras esfarrapadas

Sinal vermelho. Carro parado. No tempo de parar na esquina, vi uma cena interessante. Na calçada, sentado no chão, um mendigo. Roupas esfarrapadas, pés descalços. Uma sacola plástica ao seu lado, provavelmente com todos os seus pertences. Barba e cabelos por cortar a meses. Em suas mãos, um caderno e um lápis. Ele escreve freneticamente. Olhos vidrados nas folhas de papel. Por vezes, esboça um sorriso, logo substituído por um ar de seriedade. Mas, o que ele escreve? Serão as lembranças de outra época da vida? De quando ele tinha casa, família? De filhos deixados para trás? São as descrições de seus sonhos? Uma carta de protesto contra o mundo? Infelizmente, o sinal abriu e tive que arrancar. E ele? Ficaria ali por quanto tempo? Quantas linhas ainda seriam escritas? Quantas páginas preenchidas de lembranças, ilusões e decepções? É pena, mas eu não saberei. Espero que as linhas escritas por ele possam de alguma forma, ser um lenitivo para a sua dura vida nas ruas. Que ricas memórias podem estar escritas ali, naquelas páginas? Ou serão loucuras? Só aquele caderno e aquele lápis, seus parceiros e cúmplices, sabem. Estranha e rica parceria. Ricas e tão sofridas letras...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Lentes

Hoje eu percebi. Já não limpo as lentes dos óculos há tempos. Deve ser na tentativa de ver alguma coisa. Tentativa involuntária de ver algo ao meu redor. Diariamente, acostumamos os olhos a compartilhar as mesmas imagens frias, maquiadas, caricatas, ridículas. Todos vivem personagens que, diariamente se vestem de adultos, responsáveis, que ocupam cargos e posições que nem de longe mostram o que eles realmente são e pensam. Pobres importantes figuras! Será que ao fechar os olhos para dormir, eles consideram o seu papel realmente cumprido? Só as suas mentes e consciências podem responder. Enquanto isso, eu prefiro ver a poeira aumentada pelas lentes dos meus óculos.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Guinness

Blog menos comentado... É meu!

Bastidores

Quanto tempo de coxia! Quanta vida de bastidores! Enquanto isso, o palco sendo ocupado por atores medíocres, sorridentes, embalados pela imbecilidade. Como eu não pude perceber isso? O tempo passou e a mediocridade está em evidência. Uma evidência sofrível, mas ainda assim, uma evidência! Viva os idiotas de plantão! Me resta o silêncio. Afinal, quem se cala, deve mesmo ficar fechando as cortinas e ouvindo os aplausos que vem do público em direção ao palco. E assim, segue a vida...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Recicláveis

Recicla-se quase tudo hoje em dia. Recicla-se o vidro. Recicla-se o plástico. Recicla-se o metal. Recicla-se o papel. Podemos reciclar o nosso papel no mundo? Reaproveitar a nossa essência? Descartar a nossa demência? Sim? Não! Talvez... É melhor ser pedra que vidraça nas ásperas e longas ruas dessa existência...

terça-feira, 15 de abril de 2008

O protótipo do personagem

O esboço do livro está pronto. Já pensei nos detalhes. Tenho tudo decidido, herói, locais, personagens e argumento. Para o personagem principal, pensei em um tipo quase comum, para não despertar suspeitas. Pensei em alguém que, ao ser visto nas ruas, não pudesse ser identificado como a figura central da trama. Ele poderia ser, por exemplo, filho de um antigo e sábio professor de matemática. Foi com seu pai que ele teria aprendido a calcular tudo, desde estratégias até riscos. Como identidade secreta, poderíamos colocá-lo como o proprietário de uma videolocadora. Desse local, que serve como esconderijo e laboratório, ele sairia para travar as suas lutas. E, da infinidade de filmes que ali existiam, eram tiradas táticas, técnicas, estratégias e planos dos mais ardilosos para o combate ao mal. Até os uniformes usados pelo nosso personagem em suas rondas noturnas, eram tirados dos filmes que o rodeavam todos os dias. Para não levantar suspeitas, o nosso personagem poderia viver em uma pequena e paradisíaca cidade, cercada de águas, tranqüilidade e belas paisagens, de onde ele só sai para o combate aos inimigos do bem. Para fazer companhia a esse paladino, teríamos que colocar alguém jovem e bonita. Pensei em uma jovem loira, com olhos verdes, descendente de alemães, sua parceira nas lutas e companheira de todas as horas. Para a nossa história ter uma trilha musical vibrante, escolhi o som pesado do rock. O nosso herói poderia ser um fã de bandas de heavy metal, indo a shows constantemente e se inspirando nas letras das bandas preferidas. Seria delas que era tirada a energia para o combate ao crime. Aliás, ele poderia também já ter tido a sua própria banda na juventude. Outro ingrediente para tornar a trama interessante e popular, seria colocarmos algumas pitadas de futebol. O personagem poderia ser um torcedor quase fanático do melhor time de futebol do país. Os campos de futebol também serviam para exercitar os sentidos, a garra e também para observar os adversários. Pronto! Personagens, cenários e trilha sonora. Que venham os inimigos do bem e da ordem! O nosso herói está pronto para agir em defesa dos fracos, indefesos e oprimidos. Qualquer semelhança com a vida real, terá sido mera coincidência... Ou não?

Ao amigo Márcio "BOBAS" Brum

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Conclusão

Os trevos são só de três folhas. O telhado tem goteiras, o carro é velho e a sala é tão vazia como a alma. A vida passou e a alegria não compareceu. Culpas, desculpas, dez culpas, retratações, tratos, destratos, recepções, decepções, ocupações, preocupações, trabalho, retrabalho, obediência cega, surda e absurda. Tentar, mas não ser. Ser sem tentar. Forçar e se esforçar para não ter, para não ser. Existir, coexistir, viver, penar, sobreviver, condenar, absolver. Culpa, ter, desculpa, não saber. Pensar, repensar, dispensar, compensar. Compensa? Compensou? Não sei, só sei. Não! Realmente, não sei! Fardo, pesado, calado, pardo. Dor, ardor, temor, rancor, mágoa, ódio, dissabor. Luta, derrota, revanche, outra chance, para que? O chão... Nunca havia notado. Brotam coisas do chão. Deveriam brotar do coração. Sim, talvez, não! Desculpem! Só sei que de nada eu sei. O espetáculo tem que continuar... Até quando? Alguém pode me dizer?

domingo, 13 de abril de 2008

Dia de beijar

Hoje, 13 de abril, é o dia do beijo. A palavra beijo vem do latim, basium. Ao longo da história, o beijo tem sido usado para demonstrar amizade, carinho, amor, paixão e até traição. Novas relações, sensações e sentimentos nascem a partir de um beijo. Temos beijos carinhosos, comportados, atrevidos, íntimos, molhados e até beijos roubados. O beijo aproxima, une, estabelece relações, combinações e pactos. Então...um beijo!

Dá trabalho ser feliz

Temos que ter várias facetas. Ser politicamente corretos, emocionalmente éticos, moralmente retos, gentilmente carinhosos, espontaneamente estéticos, economicamente estáveis e afetuosamente amorosos. Isso dá trabalho! Posso deixar para amanhã? Hoje quero dormir!

sábado, 12 de abril de 2008

Constatações

Coisa de velho. Com a idade, vamos percebendo que as coisas não são, na sua maioria, como havíamos sonhado. A vida, o trabalho, as pessoas que nos cercam. Até os filhos, por vezes não agem como se esperava. Verdade? Pessimismo? Ou é o que mostra a nossa imagem no espelho? Tempo ido. Reflexo sem brilho.