quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O provável set list de hoje...

1. Highway Star
2. Hard Lovin' Man
3. Maybe I'm A Leo
4. Strange Kind Of Woman
5. Rapture Of The Deep
6. Mary Long
7. Contact Lost - Steve Morse Solo
8. When A Blind Man Cries
9. The Well-Dressed Guitar
10. Lazy
11. Knocking At Your Back Door
12. No One Came
13. Don Airey Solo
14. Space Truckin'
15. Perfect Strangers
16. Smoke On The Water. 


Bis
17. Going Down (intro) - Hush
18. Roger Glover bass solo
19. Black Night .


A diversão séria do rock-and-roll...


Divulgação / O grupo deve apresentar sucessos como “Smoke on the Water”, “Highway Star”, “Black Night” e “Strange Kind of Woman”


Uma das lendas vivas da música, a banda britânica Deep Purple encerra a turnê no Brasil hoje, em Curitiba, com os maiores sucessos da carreira
Publicado em 12/10/2011 | RAFAEL COSTA, COM AGÊNCIAS


Quando os três primeiros acordes de “Smoke on the Water” forem tocados no show que a banda inglesa Deep Purple apresenta hoje, a partir das 21h15, no palco do Teatro Positivo, a aclamação do público ao maior sucesso do grupo provavelmente será imediata. Mais que um hit, a música é emblemática da banda.
“Você não pode ignorar os sucessos do passado, porque é isso que o público vem para ver. Bandas que ignoram os seus hits não fazem muitas turnês, isso é certo”, diz Ian Gillan, em entrevista por e-mail à Gazeta do Povo, garantindo que os grandes hits da carreira de mais de 40 anos do Deep Purple serão tocados. Faixas dos discos Bananas (2003) e Rapture of the Deep (2005) devem ser apresentadas, mas é com os clássicos que a banda deve preencher boa parte do repertório, que não terá inéditas enquanto o grupo não lançar o novo álbum em que Gillan diz estar trabalhando. “Mas temos a sorte de essa banda ter tantas canções notáveis que a plateia não vai ouvir absolutamente todos os hits”, diz Gillan.
Trajetória
Conheça alguns momentos importantes da carreira do Deep Purple:
1968 – O grupo é formado em Hertford, na Inglaterra.
1969 – Ian Gillan e o baixista Roger Glover, até hoje na banda, passam a ser integrantes do grupo.
1970 – O grupo lança Deep Purple in Rock, que vendeu mais de 1 milhão de cópias.
1972 – “Smoke on the Water”, de Machine Head, estoura e coloca a banda na elite do rock mundial.
1984 – A formação clássica com Blackmore, Gillan, Lord, Glover, e Paice, que havia se desfeito, retorna, mas Blackmore deixa o grupo em 1994.
Anos 90 em diante – A banda se reúne para diversos lançamentos comemorativos e continua gravando material inédito, com sucesso de crítica e longas turnês pelo mundo todo.
O vocalista se juntou ao grupo em 1969 e cantou em 10 dos 18 álbuns lançados, ao longo de três diferentes fases da banda. Foi com sua voz que o Deep Purple entrou para a história, gravando faixas como “Highway Star”, “Black Night” e “Strange Kind of Woman”, além da já citada “Smoke on the Water”. De­­pois de 40 anos de carreira, Gillan diz que o grupo ainda mantém a espontaneidade nos shows – que, em geral, não decepcionam. “Espontaneidade é algo em que você tem de trabalhar, na verdade. Significa estar em cima da música e da sua própria performance, para que você possa reagir ao show conforme ele se desenrola. No Brasil, o público é tão receptivo que faz com que toda a noite seja emocionante para a banda – chamamos isso de ‘diversão séria’”, diz o vocalista, que está em sua oitava passagem pelo país. “O Brasil é sempre emocionante, com ótimas reações do público. Trata-se de uma situação muito diferente de, por exemplo, fazer turnês na Europa, por causa das grandes distâncias, do calor, da umidade, e dos lugares exóticos”, diz o músico, que, antes de Curitiba, passou por Belém, Fortaleza, Campinas, São Paulo e Belo Horizonte.
Serviço:
Show do Deep Purple. Teatro Positivo – Grande Auditório (R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300),     +554133173283 begin_of_the_skype_highlighting            +554133173283      end_of_the_skype_highlighting       
 Hoje, às 21h15. Os igressos custam a partir de R$ 324 e R$ 164 (meia-entrada).


Fonte: Gazeta do Povo

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Lourenstock - A história vista de dentro - Parte 3


"4.8 DO JURI


Mas nem tudo era brincadeira, havia varias e boas bandas, víamos pelos equipamentos e, pelo “jeitão” da galera, a coisa ia ser seria. Ah, sim, havia o júri! Lembro de uma fileira de mesas com toalhas brancas com vasos de flores e por perto alguns bem vestidos jurados que a julgar pela aparência, apesar dos sorrisos, tinham todo jeitão de conhecer musica e certamente não estariam ali para brincar.

4.9 DAS BANDAS


De imediato travamos amizade com a galera das outras bandas. Pelo tempo, consigo lembrar de ter conhecido um pessoal de Camaquã e outro grupo de Pelotas. Infelizmente apos estes 40 anos não lembro o nome destas duas bandas. (Se alguém listar alguns nomes eu conseguiria reconhecer). Havia uma banda de Porto Alegre, de um velho amigo nosso, o Carmelo, que chama-se “Dominus Arrotominus Pepsicolorum” era um “Power-trio” tocavam maravilhosamente o Blues psicodélico de Hendrix. Quando a gente soube do festival, nos contatamos eles para irem também, pois eram ótimos músicos e grandes amigos.
Mas haviam varias outras bandas, porisso o tempo era regulado e todos tinham que ser rápidos nas trocas de equipamentos.


O Festival iniciou e a galera era muito animada. Não lembramos como foi o processo do schedule, mas lembro que alguém da organização me perguntar se não nos importávamos em ser a ultima banda, uma vez que ninguém queria ou poderia fazer o fechamento. Eu lembro de ter respondido tipo, se ele garantia que o todo aquele pessoal iria estar ali ainda no final, a gente faria...e o carinha falou que não me preocupasse que aquele galera iria amanhecer no pedaço....


Não sei se foi uma boa escolha, pois a cada nova banda aumentava o frio na nossa barriga só passava com conhaque...Estávamos tensos, o som não era bom, ao ar livre você tem que ter potencia e qualidade de alto-falantes. O problema era o vento, que batia no local e que “distorcia” o sentido do som, isso e terrível, detona toda a performance. E pelo jeito aquele vento iria aumentar a medida que a noite andasse. Tudo bem que prejudicava todo mundo por igual, mas nos não queríamos nem podíamos ser prejudicados, afinal era nossa noite!


Foi então que tive um sopro de lucidez, acho que dado pelo conhaque. Nos havíamos trazido uma lona grande para o caso de chuva na estrada, pois parte do equipamento vinha em cima da Kombi e a gente usou a lona para proteger. Perguntei ao motorista qual o tamanho da lona e ele falou que era uma lona de caminhão, do tipo encerado, pesada... Então eu falei pra galera que estava cuidando do equipamento, pegar a lona e conversar com o pessoal da organização que a gente precisava de alguma escada pra pendurar aquela lona atrás do palco. A ideia era evitar a ação do vento forte e criar uma parede que servisse como anteparo aos amplificadores. Isso era lá na minha cabeça, se daria certo ou não, só iriamos saber na hora...


Que finalmente chegou. A galera já devidamente animada pelo clima dado pelas bandas anteriores e nos devidamente animados pela cerveja e conhaque. A lona subiu rápido por detrás da aparelhagem (eu acho que havia uma tela ou algo assim, que o pessoal subiu e pendurou a lona...) e a gente começou.


Nosso repertorio tinha sido escolhido pra usar o que tínhamos de mais forte, que era a percussão, com duas baterias e duas tumbadoras, porisso acreditávamos que o rock latino a la “Santana” cairia bem, pois já havíamos nos saído bem em outros recentes eventos. Lembro que o pessoal de Camaquã fez um som muito legal, tocaram, se não me engano Alice Cooper, o pessoal de Porto Alegre já havia dado seu show nos solos de Hendrix e nos fizemos o que sabíamos.


Já nas primeiras batidas de BATUKA, que era nossa abertura, sentimos um sinal de aprovação do publico e era o que precisávamos, imediatamente o frio da barriga foi embora. A gente tinha ensaiado uns climas de passagem entre uma musica e outra e isso, com o efeito das luzes, dava mesmo um toque diferente ao visual e ao emocional. Lembro de ter olhado ao júri, a minha esquerda e senti sorrisos, mostrando que estávamos no caminho certo. Meu pai sempre falou: Faz o que tu sabes. Se não o sabes então apreenda antes! Ao mesmo tempo lembrei das palavras do Prefeito, sobre o caneco. Estávamos indo bem, a galera estava fazendo a sua parte e aplaudia direitinho, o esquema da lona estava funcionando, o som estava bom, “cacete, agente iria mesmo pras cabeças”!!!


Lembro que ao final o pessoal pediu mais uma e a gente havia guardado a levada “Soul Sacrifice” de Carlos Santana, versão Woodstock. Iriamos toca-la de qualquer forma, mas já havíamos combinado que, se o publico estivesse gostando, terminávamos e aguardávamos algum pedido de bis. Caso o publico tivesse meio “xoxo” a gente tocava direto sem fazer o break. Aquela estava sendo uma noite especial, deveria ser uma noite de BIS e assim o foi, mandamos ver no Soul Sacrifice com um solo de 5 minutos das duas baterias, primeiro cada uma em separado e depois as duas juntas fazendo as mesmas batidas, foi o clímax, era a nossa noite. Fomos aplaudidos também pelos Srs. Jurados e lembro que a gente chorou de emoção..


Ah sim, aos agradecimentos lembrei de falar as palavras do Prefeito!


Não tenho boa lembrança sobre a premiação. Me parece que havia algum valor em dinheiro, mas não lembro se havia troféu, mas tenho varias caixas la no sótão com material de musica. Sei que existem troféus lá de outros festivais, só não tenho certeza sobre o Lourenstock.


Passamos o resto da noite com a galera Lourenciana e demais músicos, Bebemos todas, trocamos telefones, endereços, abraços e beijocas com as lindas prendas da beira da Lagoa.


Devido ao Festival, ganhamos um contrato para tocar o Baile da Rainha da Lagoa dos Patos em Camaquã, algum tempo depois. Não tenho certeza se isso fazia parte da premiação ou se alguém da promoção do Baile estava la no Festival e gostou da banda...


Tocamos o Baile, uma linda festa, no clube de Camaquense, fomos muito bem recebidos e bem pagos. Lembro que para assinar o contrato para o Baile, eu e Adroaldo fomos ate Camaquã. Naquela época a gente costumava pegar carona na estrada. Pegamos carona num velho caminhão Alfa-Romeu, de um senhor italiano, de São Marcos-RS, gente boa, fomos conversando o caminho todo. Aquele senhor gostou da gente e nos conseguiu um baile e uma domingueira num clube em São Marcos...Ou seja o Lourenstock, além da prazerosa alegria, nos rendeu indiretamente uma boa grana.


Finalizando, foi o coroamento de um trabalho, o resultado da perseverança, mostrando que quando você põe sua alma a serviço de algo construtivo e trabalha duro pra conseguir, realmente as forcas do universo te auxiliam. Éramos muito jovens, mas esse tipo de acontecimento grava pra sempre em nossa memoria, alma e caráter. Talvez falte ao jovem de hoje perceber essa “sacada” e trabalhar duro em prol de seus sonhos, acredite e eles se tornam realidade


A Banda “A CASCA da LARANJA” ainda continuou por mais uns dois anos e se desfez la pelos idos de 1974. Seus integrantes, embora tenham seguido outras carreiras continuaram tocando em paralelo a outras atividades.


Claudio Machado – baterista, continuou tocando vários anos com a banda de bailes Flor da Serra e outras bandas e hoje possui sua própria banda “Festa de Arromba Show”, voltada a bailes e jantares em clubes.


Luiz Ewerling (Tony) – emigrou para os Estados Unidos, la continuou com a carreira de baterista e estabeleceu-se em Chicago. Tocou com grandes nomes do Blues de Chicago e hoje, além de musico de estúdio, toca na noite e em eventos e eh compositor: HYPERLINK "http://www.myspace.com/acordobrasil"  

http://www.myspace.com/acordobrasil


Fausto Rosa – grande guitarrista, contrabaixista e’ professor de musica.


Jones Machado – trocou a guitarra pelos teclados, tocou em varias bandas no sul, Conjunto os Magnatas, Musical San Sebastian, Conjunto Aspecto, Banda Flor da Serra, Musical Pepe Show. Hoje tem sua banda de Blues em Brasília, a Paralello Blues (vide site no Facebook) onde toca piano e órgão Hammond.


Reni Xavier – comerciante calçadista e continua tocando


Cicero Holleben e Adroaldo Belmonte tocaram em algumas bandas na região e já mais tarde infelizmente vieram a falecer. A eles dedicamos em grande parte esta singela reminiscência.


Nosso Muito Obrigado a todos que participaram daquele maravilhoso evento, do qual não tivemos mais noticias se teve continuidade ou não: o Festival Lourenstock!


PS. Em 01 de outubro de 2011 meu irmão Claudio, organizando suas fotografias, documentos e outros papeis, deparou com uma folha de papel contendo um recorte do jornal que anunciava o “Lourenstock” olhou, leu, sorriu, renovou a memória e a guardou com carinho na caixa de papeis. Naquela noite ele sonhou que havia digitado Lourenstock e aparecido uma reportagem sobre o Festival. No dia seguinte veio a lembrar do estranho sonho e, por curiosidade, digitou no google. Para alegre surpresa recebeu com a pagina do Orkut do Marcio Brum contendo varias postagens sobre o assunto, mas já velhas, de 2007... Ele me ligou de imediato e super feliz me contou o ocorrido. Tomei um gole de gim-tônica e passei a escrever sobre o assunto. Ele então tentou contatar o pessoal de São Lourenco e conseguiu, também via google, o telefone da locadora do Marcio, já ligamos varias vezes mas não o temos encontrado e deixamos recado com funcionários dele. Ontem, dia 5, conseguimos contato com o Jefferson Dieckmann, que reside em Curitiba...Finalmente, nos sentimos muito felizes em colaborar na reconstituição de um pedacinho da historia cultural daquele belo Município e, por extensão, do nosso querido Rio Grande e, ao mesmo tempo, retribuir ‘a galera de São Lourenco um pouquinho da tamanha alegria e amizade com que nos receberam naquela inesquecível noite. Abraço e muita Saúde e Alegrias a todos os amigos “Lourencianos”!


Rock and Roll will never die!!!




Jones e Claudio Machado, da "CASCA DA LARANJA"  "   (sic)




* Os meus agradecimentos ao Jones e ao Cláudio Machado pelo relato, pelas fotos e pela vontade de colaborar nessa empreitada de relembrar esta importante passagem da vida cultural e das raízes do rock sul-riograndense, que insistia em permanecer viva na minha mente!

Jefferson Dieckmann

domingo, 9 de outubro de 2011

Lourenstock - A história vista de dentro - Parte 2

E o relato continua...






"4. FESTIVAL LOURENSTOCK

4.1 ANUNCIO
Numa bela tarde de outubro (infelizmente não lembramos qual o ano, precisamos pesquisar mais), creio que era 1971, um bando de cabeludos vestidos, o mais próximos possível, de hippies, desembarcava em frente ao bar e armazém de nossos pais (meus e do Claudio) . Vivíamos numa casa grande, em Areião, a beira da estrada na zona rural de Cai, casa que também era a sede da “Casca da Laranja”. Era normal recebermos diariamente um bando de músicos para uma “jam”, vários amigos, fãs e vagaus curtidores de rock. Nossa querida Mae se preocupava em fazer café e servir a todo mundo do bando que, “laricados”, devorávamos tudo o que víamos pela frente e bebíamos toda a Coca-Cola do armazém de meu pai...
Naquele dia, nosso percussionista Cicero trazia um pequeno recorte de jornal que anunciava um festival de musica “ao ar livre” em São Lourenco do Sul, a beira da maravilhosa Lagoa dos Patos, onde eram esperadas 2 mil pessoas! Puxa era aquilo que estávamos esperando, a oportunidade de sair da casca, quero dizer, a “Casca” sair pra mais longe, para o sul do Estado, visto que as colônias Alemãs e Italianas do norte já nos conheciam e na Grande Porto Alegre já havia muitas bandas.

4.2 IR OU NÃO IR?
Lembro que o Magrao Sergio Engelmann profetizou em tom solene: “Bixo, e’ a “sacada” que a Casca tem pra cruzar o Guaíba e seguir rumo Sul, conquistar horizontes sulinos, Bixo, quem sabe atravessar a fronteira...” Aquilo na hora fez toda a diferença, pois o Magrao era uma espécie de profeta, sim, porque não chegar ate a Argentina!” Claro que ele comentava isso com olhar fixo em algum ponto do infinito e falava com a “boca-seca” (if you know that what I mean...) Sim, na hora aquilo fez todo o sentido e realmente todo mundo fechou.

4.3 ANIVERSARIO DA BANDA
Mas se o evento, ao tempo em que por si só se revestia de uma situação singular, aquela data era também particularmente especial para a Banda. Tinha sido na mesma noite que ha alguns anos atrás o então “Os Invictos” havia tocado seu primeiro baile, em 28 de novembro de 1968, e a gente comemorava todo ano naquele dia especial. Ainda conforme o nosso querido Adroaldo, grande organista da “Casca”, os astros estariam ao nosso favor, pois, sendo o dia de nosso aniversario, já teríamos atravessado o nosso “inferno astral” e isso certamente significava que iriamos para “as cabeças” no resultado do festival! A isto o Magrao novamente vaticinou: “Everything is Comming in our Ways, podes crer Bixo!” (algo como, tudo esta vindo em nossa direção, em nosso favor…), que era justo o titulo de uma musica de Carlos Santana e que e gente tocava. Cara, aquilo se revestia de um espécie de alinhamento astrológico! 
Sim, São Lourenco passava ali a ser todo nosso objetivo! Seria “muito tri” a gente participar do primeiro grande festival ao ar livre do RS! Aquele seria nosso Woodstock, ou melhor, Lourenstock!!! Alias foi uma grande sacada dos  “malucos de Saint Laurens”, escolher um nome totalmente dentro do contexto cultural da época. Sim, definitivamente “a Casca seguiria rumo sul”...

4.4 CASCA DA LARANJA OU DA BERGAMOTA?
Mas, havia um serio detalhe: como chegar lá? Grana ninguém tinha e ninguém andava com humores de patrocinar um bando de malucos cabeludos, tocando musica barulhenta e ainda, com um nome daqueles... A “Kombi” era cara e a gente precisava de duas, pois a banda tinha lá seus 8 músicos mais o pessoal do som, luzes e o bando de amigos que andava sempre com a gente, todos sem dinheiro no bolso, claro...
 E, se por acaso a gente estivesse também representando o nosso município num evento de nível  estadual,  será que a Prefeitura não poderia dar uma ajuda? Porque não tentar? Conversamos com o "Ge" que era motorista do Prefeito e era da nossa galera e ele achou que haveria grandes chances…Foi então escolhida uma “comissão” e marcada uma visita ao Sr. Prefeito Doutor Bruno Cassel que, como grande pessoa e amigo que era, nos recebeu com toda a atenção, cafezinho e água, e nos ouviu atentamente.
- Não posso liberar dois carros, mas posso mandar o “Ge” levar vocês com a Chevrolet pick-up e um tanque de gasolina extra. Me façam um requerimento explicando que irão representar o nosso município...”. Ao despedir-se ele inteligentemente ainda comentou: “ Casca da Laranja”...mas o Cai e produtor de bergamota, temos aqui nossa Festa da Bergamota...Laranja e produzida em Montenegro, não da pra trocar esse nome pra “Casca da Bergamota”?

Explicamos que não dava mais, então ele apertou nossa mão e ainda falou: Falem o nome do Cai lá. Depois eu vou ligar pro prefeito de São Lourenco pra ver se vocês falaram.
E reforçou: - Ganhem a coisa e me tragam a taca pro Cai ...(assim tipo futebol...)

Agora era só passar o chapéu, fazer alguma economia de cerveja e arrancar grana pra pagar a outra condução. Rapidamente foi inventado uma reunião dançante na boate do Clube Aliança de SS do Cai pra Casca tocar e arranjamos a grana pra “Kombi do Juarez Pereira”...estava assim resolvida a questão do transporte!

4.5 DA EXPECTATIVA
Resolvida a batalha do transporte, o resto era moleza, isso na empolgação, mas quando se parava e pensava um pouco, a coisa não era tão simples: primeiro, havia  uma questão de honra, era nossa afirmação como banda de nível estadual, segundo, já havíamos ganho outros festivais e isso aumentava a expectativa tanto nossa quanto de nossos queridos seguidores; terceiro, havíamos recebido a missão dada pelo Prefeito, tínhamos que trazer o caneco pro Cai...essas questões, na medida que o tempo passava, aumentavam nossa preocupação, principalmente nos momentos em que a gente estava “de cara”...
Depois outra, seria um festival de nível estadual, veiculado em jornais, o que certamente levaria boas bandas, grandes bandas, porisso a gente passou a ensaiar diariamente, tipo assim iniciando as 2 da tarde, parando as 6 pra ir ao colégio (final de ano...) e retomando a meia noite com escuta de discos e avaliando o que deveria ser melhorado. Depois dormíamos ate as 11 da manha...Aqui entre nos, tínhamos uma vida maravilhosa, só tocar, curtir e dormir...sempre serei grato a meus queridos pais e a Deus por ter vivido naquela época e daquele modo!!!

4.6 DO EQUIPAMENTO
A equipe de som e luz também se preparou, “engraxando” todo o equipamento...Naqueles tempos os eventos não tinham o que se chama hoje de “PA” que são os equipamentos de som de palco e que mandam o som para o publico. Cada banda tinha que levar todo o seu próprio equipamento, o que beneficiava as bandas grandes com mais grana e que possuíam melhor qualidade de som. As bandas pequenas acabavam penalizadas, pois o júri julgava o que ouvia, não adiantava a banda se rasgar tocando, sem ter um bom equipamento, o júri não iria dar ponto pelo que não ouvisse bem...
Assim, você tinha que ter um razoável equipamento e a gente ate tinha, mas para garantir a pegada, tomamos emprestado dois amplificadores “Tremendao II” Giannini, valvulados, eram ótimos amplificadores.
Nosso “set” era enato composto por:
Duas baterias “Pinguim Super 45D” (dois bateristas) – Claudio Machado e Tony Ewerling, tocando juntos ha um bom tempo os dois cabeludos eram bons no que faziam e tinham um show a parte, quando ao resto da banda parava e só os dois performavam por uns 5 minutos e ao final sempre arrancavam aplausos.

Duas guitarras (Snake e SuperSonic Giannini) – Jones Machado e Fausto Rosa – estávamos bem ensaiados e fazíamos bons duetos em solo.
Dois percussionistas com duas tumbadoras, bongos e outros instrumentos de ritmo – Cicero Holleben e Paulinho Reis – tocavam ate que o sangue escorresse dos dedos!
Orgao Eletrônico “Eletrochord” – Adroaldo Belmonte, tocava e cantava otimamente, era perfeccionista e quando o som não estava bom ele dava uns pontapés naquele pedal do órgão que não raro fazia sair fumaça...

Contrabaixo “Snake”– Reni Xavier tocava, cantava e era o gala da turma.
Na iluminação e “roadie” estavam Jorge Krammer, Pedro Heitor, Sergio Magrao e Getúlio Nunes - luz negra, conjunto de luzes stroboscopicas e um canhao tipo “spot-light”.
Amplificadores:    2 Super Thunder Sound – Baixo e Orgao
                               2 Tremendao II – Guitarras
       1 Tremendao II  com caixas auxiliares – Voz e microfones diversos

4.7 DA VIAGEM E DA CHEGADA


A viagem ate São Lourenco foi maravilhosa, mas aqueles 200 km custaram a passar, claro que para isso tínhamos abastecido as duas camionetas com bastante cerveja, conhaque, pão e salame para dar conta da “larica”…assim fomos e chegamos!


Lembro de uma pequena e simpática cidade, limpa e bem cuidada, bonitas casas no centro e um ar de praia que dava vontade de beber uma cerveja...A coisa era bem organizada, já havia lugar reservado para estacionar as camionetas, era uma espécie de “cancha” de esportes, se não me falha, haviam arquibancadas de concreto, bem iluminado, havia em algum lugar uma mesa com comida e bebida para os músicos, fomos recebidos por uma galera super alegre e simpática. Era uma noite de verão batida por um vento da Lagoa e pra onde a gente olhasse via uma meninada bonita e sorridente. Estávamos como “gansos novos na taipa do açude” ou melhor, da lagoa..."  (sic)


Continua...

sábado, 8 de outubro de 2011

Lourenstock - A história vista de dentro...

Durante muitos anos, o Lourenstock, primeiro festival de rock acontecido em São Lourenço do Sul - RS, na década de 70, permaneceu apenas na minha memória. Não haviam informações, fotos, nem opiniões sobre o assunto, até poucos dias atrás. Devido a postagens que fiz na Internet com o nome do festival, recebi o contato do Cláudio e do Jones Machado, respectivamente baterista e guitarrista da banda "Casca da Laranja", vencedora daquele festival. Para minha alegria e para que esta parte da história musical do Sul do Rio Grande do Sul não morra, estamos aqui contando essa passagem ao mundo.
Ontem, recebi do Jones, um "dossiê" escrito por ele, contando a história da banda e a sua participação no nosso grande festival da Zona Sul. Passarei, a partir de hoje, a postar em partes este relato, para que aqui fique o registro dessa passagem da nossa história.



"A BANDA CASCA DA LARANJA e o FESTIVAL LOURENSTOCK           


1. DA ORIGEM


A “Casca da Laranja” foi uma banda de rock, criada lá pelos idos de 1970, na cidade de São Sebastião do Caí-RS. Originou-se da banda “Os Invictos” que tivera inicio em 1968 e que era voltada ao baile, “reuniões dançantes”, festas de clubes etc. O repertório dos Invictos era basicamente as baladas dos 50, sambas e, logicamente, do iê-iê-iê...


Os integrantes, ainda adolescentes, influenciados por bandas de rock, Beatles, Stones e, claro, Woodstock já não se contentavam tocar repertorio “careta”, queriam tocar o que gostavam: Rock and Roll “Psicodélico” do final dos 60...


O nome “Os Invictos” já não condizia com a nova proposta musical e comportamental da banda, teria que ser escolhido algo mais psicodélico, mas, se a mudança de direção fora algo difícil, visto que muitos dos clubes  e “fãs” já estavam habituados ao antigo estilo, a escolha do nome renderia um bom tempo e varias discussões internas. Parecia que não havia algum termo que já não houvesse sido utilizado e que pudesse representar a nova fase da banda.


2. DO NOME


Foi então que um dos amigos da banda (Paulinho Reis), que havia sido fuzileiro naval e em uma de suas viagens tinha estado nos States tinha conhecido lá uma famosa casa noturna chamada “The Orange Peel” (pela pesquisa chegamos ao endereço  http://theorangepeel.net/about-the-orange-peel/), em uma rodada de cerveja e outras coisas mais, ele teve uma “visão” e propôs aquele nome, que foi traduzido então para “A Casca da Laranja”. Dado ao estado etílico da turma e a necessidade de se ter um nome, foi logo aceito, também por outras duas razoes: primeiro era um coisa da “onda” lá nos Estados Unidos, segunda, porque não significava absolutamente nada e certamente aquele seria um nome que nenhuma outra banda iria ter...


Naquela noite o novo nome foi comemorado ate a madrugada! Como o repertório já estava ensaiado, era só sair ‘a venda e tentar convencer algum diretor de clube que uma banda com aquele nome era uma banda confiável...

 

Apesar de oriundos de famílias humildes, não havia uma forte necessidade de se ganhar dinheiro, partindo para uma profissionalização total da banda, pois éramos estudantes e infelizmente a carreira musical era marginalizada, muito mais do que o e’ ainda hoje. Portanto, parar de estudar foi coisa que nunca nos passou pela cabeça, além do que precisávamos nos preparar para arranjar um emprego extra-musica... Dessa forma, bastava ter um ou dois bailecos por mês e já estava garantida a prestação dos equipamentos e algum trocado pra cerveja e cigarro.


3. CENARIO LOCAL


A gente precisava tocar, mostrar nossa paixão ao publico e tínhamos muitos seguidores tanto “caretas” quanto “cabeludos” e  ‘vagaus”. No inicio dos 70 havia um cenário musical interessante, jovem guarda, tropicália, protesto contra ditadura, psicodelia dos Mutantes  e, logicamente, uma geração de cabeludos que protestava contra a guerra do Vietnam e contra tudo que fosse convencional, ávidos por rock’n’roll, sexo e drogas também, claro, afinal estávamos nos 70, recém saídos do Woodstock...


Havia vários festivais pela redondeza. Em nossa cidade natal , São Sebastiao do Cai, havia Som Sebastian Festival, em Montenegro havia o Festival Montenegrino da Canção, em São Leopoldo havia outro e a então, “Casca”, participava de todos. Nos especializamos em festivais, de tal forma que sempre ficávamos na cabeça, no mínimo entre os três primeiros. Note-se que de cada festival participavam varias bandas, alguns dos eventos duravam duas noites ou mais de um final de semana, havia eliminatórias e por ai vai...


Era uma época maravilhosa para músicos, havia tantos estilos e novidades, quanto bandas. Cada cidadezinha, por menor que fosse tinha meia dúzia de conjuntos musicais. Naquela época a televisão mostrava o que surgia, ao contrario dos dias de hoje que só’ surge o que a TV quer mostrar...Talvez por isso tenhamos hoje chegado a um grau de marasmo e atraso musical de difícil saída ou reversão, todos sabemos do caos da nossa educação, cultura e nossa musica se encontram. A que ponto chegamos!"  (sic)



Continua...                                           


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Eric Clapton recebe camiseta do Grêmio...



Ontem, às 22horas, Eric Clapton se apresentou no Estacionamento da FIERGS, em show que faz parte da sua turnê “Clapton”. Antes de se deslocar até o local da apresentação, o cantor inglês recebeu uma camiseta do Grêmio personalizada com o seu nome nas costas, logo acima do número 11.


— É um presente para mim? Muito obrigado! — disse o músico ao receber a camisa das mãos da Relações Públicas do clube, Melissa Motta.


Fonte: Clic Rbs


*****

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Lojas da Apple no mundo desligam as luzes em homenagem a Steve Jobs...


Lojas da Apple ao redor do mundo desligaram as luzes do logotipo em forma de maçã nesta quinta-feira em homenagem a Steve Jobs. Admiradores do fundador da empresa colocaram buquês de flores, cartas e maçãs — símbolo da Apple — em frente aos estabelecimentos.

Rest in peace, Steve!

"Lourenstock", o festival de rock de São Lourenço do Sul...

Há alguns anos atrás, puxando pela memória, me veio à cabeça um Festival de Rock acontecido na década de 70, na minha cidade natal, São Lourenço do Sul - RS. Na época, estávamos no auge do crescimento do rock e bandas como Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath, Alice Cooper, Genesis, Pinh Floyd, Emerson, Lake & Palmer, Rush, Yes, Rolling Stones, entre outras, faziam um sucesso estrondoso entre os jovens do mundo todo.  No Brasil, tínhamos O Terço, Casa das Máquinas, Made in Brazil e Rita Lee, apenas para citar algumas. O nosso festival teve este nome, como uma clara alusão ao festival de Woodstock, realizado entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969, em uma fazenda na cidade de Bethel, estado de Nova York, EUA. O "Lourenstock" aconteceu no dia 28 de novembro de 1971, nas dependência do "Estádio das Hortências", do Grêmio Esportivo Lourenciano, e inscreveram-se bandas de toda a região Sul do estado do Rio Grande do Sul.
A apresentação das várias bandas foi avaliada por uma comissão julgadora. a fim de escolher a melhor banda da noite, e a vencedora do festival foi a "Casca de Laranja", de São Sebastião do Caí, município distante cerca de 200 quilômetros de São Lourenço do Sul.
Só que, estas lembranças estavam apenas na minha mente e , mesmo assim, eram imagens vagas.
Não haviam informações escritas ou gravadas sobre o festival e, portanto sempre foi muito difícil comentar, discutir e divulgar esse evento único na história da região Sul gaúcha. Isto até ontem, quando recebi o contato, via este blog, do Cláudio Machado, um dos integrantes da banda vencedora, e a quem eu agradeço imensamente o material fotográfico, a disposição e o interesse em colaborar!
Nos próximos dias, com a ajuda do Jones, irmão do Cláudio, que já se comunicou comigo também, poderemos conseguir mais informações e materiais para ampliarmos esta postagem.
Quem sabe até, a partir daqui, podemos plantar a semente de um novo "Lourenstock", incrementando o turismo e a arte na nossa Pérola da Lagoa?
Vejam, um pouco, do que foi o "Lourenstock":



O anúncio do jornal...
 
As informações da banda para a sua inscrição...

A banda em ação...


A "Casca de Laranja"...!



quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O mundo da tecnologia de luto! Morre Steve Jobs...!

Apple divulga homenagem a Steve Jobs, fundador da Apple, na versão dos EUA do site da companhia


Steve Jobs, fundador da Apple, morreu nesta quarta-feira (5).  A página oficial da Apple publicou a imagem acima e algumas palavras homenageando Steve, que faleceu aos 56 anos nos Estados Unidos.
"A Apple perdeu um gênio criativo e visionário, e o mundo perdeu um ser-humano incrível. Aqueles que tiveram a sorte de trabalhar com Steve perderam um querido amigo e mentor. Steve deixou para trás uma companhia que só ele poderia ter construído e seu espírito será sempre a base da Apple", informa o comunicado publicado pela companhia.
A página da empresa americana, em seu anúncio oficial, convida os fãs da marca a enviar mensagens de condolência através do e-mail rememberingsteve@apple.com .
A causa da morte do fundador da Apple ainda não foi confirmada. Porém, nos últimos anos Steve Jobs foi afastado algumas vezes da companhia em função de problemas de saúde. Em 2004, por exemplo, ele passou por uma cirurgia para tratar um câncer no pâncreas. Após cinco anos, Jobs recebeu um transplante de fígado. Em ambas as ocasiões, ele se afastou das atividades da companhia.
No último dia 24 de agosto, Jobs publicou uma carta em que ele renunciava ao cargo de diretor-executivo da empresa. “Eu sempre disse que se houvesse um dia em que eu não pudesse mais cumprir minhas atribuições como diretor-executivo, eu seria o primeiro a dar a notícia a vocês. Infelizmente, esse dia chegou”, dizia ele no documento.
Após seu desligamento "parcial" da companhia, pois continuou como presidente da Apple, fotos de Steve Jobs, que o mostravam muito debilitado, passaram a circular pela internet. Porém, tanto a Apple como a sua família não divulgaram maiores informações sobre o estado de saúde dele.
Tim Cook, substituto de Jobs na direção executiva da Apple, disse em carta para os funcionários da empresa que estão planejando em breve um especial para celebrar a vida extraordinária de Steve. "Nenhuma palavra pode expressar adequadamente nossa tristeza pela morte de Steve ou nossa gratidão pela oportunidade de ter trabalhado com ele. Nós vamos honrar sua memória nos dedicando para continuar o trabalho que ele amava tanto".
Fonte: UOL / Google

Eric Clapton em Porto Alegre...!

Eric Clapton chega ao Brasil (Foto: Tadeu Vilani/Agência RBS)







Eric Clapton desembarcou em Porto Alegre na segunda-feira e à noite aproveitou para conhecer o bairro Moinhos de Vento.
O restaurante Gokan Sushi Lounge, em frente ao hotel Sheraton, onde o músico está hospedado, foi o local escolhido para o primeiro jantar na capital gaúcha.
O maior guitarrista do mundo se apresenta em Porto Alegre amanhã, quinta-feira (6), no estacionamento da Fiergs.
Depois, segue para shows no Rio de Janeiro, no domingo (9) e segunda (10), e em São Paulo, no dia 12 de outubro

Fonte e imagem: Clic RBS / Coluna N9ve

Deep Purple em Curitiba...


The Original Deep Purple Web Pages
The Highway Star



2011-10-12 - Deep Purple - Curitiba


Who
Deep Purple
When
Wednesday, October 12, 2011
 Buy Tickets
Where
Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300
Curitiba, Brazil 81280-330

Fonte: Site oficial da banda.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Deep Purple in Curitiba, again ...


O Deep Purple, uma das mais importantes e populares bandas da história do rock, com mais de 100 milhões de discos vendidos até hoje, volta a se apresentar em Curitiba no dia 12 de outubro, no Teatro Positivo – Grande Auditório.

domingo, 2 de outubro de 2011